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Enquanto estava na Universidade, eu disse esta frase muitas vezes. Hoje, na prática, vejo que não é bem assim...

Durante a minha graduação em Engenharia Química, eu reclamei bastante da minha grade curricular. Julguei muitas matérias como inúteis (e, até o momento, algumas foram mesmo), mas, agora, vivendo mais da prática profissional, eu percebi o quanto esse pensamento pode ser nocivo...

Nenhum conhecimento é inútil.

A abordagem e avaliação que temos nas universidades que, às vezes, são.

No terceiro semestre do meu curso, eu peguei uma disciplina obrigatória sobre Estatística na Engenharia.

Eu não levei a matéria a sério. O professor era dito "de boa" (o termo adequado seria outro, mas vou me conter com este). Então, eu não estudei. Eu não me dediquei. Eu não vi sentido algum em Estatística na Engenharia.

Eu tratei Estatística na Engenharia como algo inútil.

Até que veio o final do curso e, no TCC, diante da minha área de estágio (Processos), eu decidi por fazer um Controle ESTATÍSTICO de uma etapa do Processo.

Estatística?

Pois é, era útil.

Terminei o curso com esta conclusão.

Hoje, trabalhando na indústria, estudando para ter formação Green Belt em Lean Six Sigma, eu percebi que Estatística não é útil na Engenharia, É ESSENCIAL.

Quantas vezes eu pensei:

"Que assunto inútil! Nunca vou usar na prática..."

Que grande engano.

Admito que a abordagem de Estatística que eu vi na Universidade não foi útil. Ter tido o enfoque em CEP (Controle Estatístico de Projeto) ou um projeto PBL (Problem Based Learning - Aprendizagem baseada em problemas) sobre o tema seria a abordagem ideal para o que eu vivo hoje na prática como Engenheira. Afinal de contas, com essa abordagem, eu teria feito melhores conexões sobre o tema e a vivência prática na Engenharia. E esse é também um dos maiores gargalos que temos na nossa atual formação superior: Teoria e Prática são totalmente desconectadas...

E o que eu aprendi com essa história?

Nenhum conhecimento é inútil.

De alguma forma, em algum momento, seja na engenharia ou fora dela, o conhecimento que a gente aprende, vai fazer sentido.

A abordagem e avaliação que temos nas universidade que, às vezes, são inúteis.

E é por isso que é importante ser pró ativo e não se acomodar com apenas aquilo que a gente vê na sala de aula.

Busque no Google. Pesquise por reportagens de inovação sobre a temática.

Entreviste engenheiros na área de atuação que você deseja trabalhar e questione como eles fazem usem de assuntos que vemos na Universidade.

Descubra novas abordagens de aplicação daquele determinado conteúdo.

Nossa visão dentro da Universidade acaba ficando limitada. Existe um universo de possibilidades para aplicação dos assuntos que aprendemos...

Alguns assuntos você vai classificar como inúteis, mesmo quando já estiver atuando na prática profissional. Mas, se eu pudesse voltar ao tempo e dar um conselho para mim, eu mudaria esse mindset.

Pode ser que um assunto não aparente ser útil na Universidade ou logo quando você se formar, mas, daqui há 10 anos, pode aparecer uma abordagem na sua área de atuação que vai fazer este assunto como muito útil.

Nunca menospreze o conhecimento.

Se estiver chato estudar algo, busque aplicações e abordagens diferentes da que você está vendo na Universidade.

Se eu pudesse voltar no tempo, voltaria ao meu terceiro semestre da graduação e estudaria Estatística com afinco. Iria além, buscaria conversar sobre o tema com engenheiros, faria pesquisas no Google sobre aplicações da Estatística na Engenharia. O conhecimento nunca é inútil. Tudo é uma questão de perspectiva...

E se me permitir, Posso  te dar um conselho?

Se você faz Engenharia (ou mesmo se não fizer), eu indico estudar Estatística. Pesquise sobre, entenda os conceitos, faça cursos de formação Six Sigma, valide sua formação com um projeto prático.

Esse conhecimento é essencial, seja em meio industrial, em serviços e até na vida.

Quem me dera ter sabido disso antes.

Mas nunca é tarde para aprender.

Deixo meu depoimento como alerta:

Nenhum conhecimento é inútil.

Em algum momento da sua vida, você pode usá-lo na prática.

E será Essencial.

Gratidão!


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Ana Luisa Almeida
Aprendiz da vida e da engenharia. Idealizadora do Projeto "O que aprendi na Engenharia". Jovem Ponte, Engenheira Química formada pela UFBA, atuando como Engenheira Trainee na Kordsa Brasil. Nascida para espalhar sorrisos e gratidão ao redor do mundo, com o Coração sempre no ritmo #GoGoGo.

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