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Pense fora da caixa.

Arrisque.

Seja humano.

Foi o que eu aprendi com o Holden Ford.

Já faz um bom tempo que eu assisti o seriado "Mindhunter" da Netflix. Você já viu?

Eu fiquei encantada. Não só pela abordagem da psiquê humana no meio criminal, mas também pelo aprendizado que nitidamente vi neste seriado em relação a como podemos ser melhores Engenheiros(as)...

Eu não sou uma boa opção para fazer resumos de histórias de séries, então, vou ser prática e trazer um breve resumo que vi em um site que gosto e acompanho, o Cinemáticos. Entenda um pouco mais da narrativa:

"A fascinação de entender a mente e o que a leva a efetuar coisas deprimentes é o que move Holden Ford (Jonathan Groff de Sniper Americano) na série, um negociador do FBI que a partir de um incidente “feliz”, é enviado a Quântico (sede do órgão) a fim de ensinar outros profissionais a lidarem com situações envolvendo reféns. Curioso em conhecer como uma mente perturbada funciona, Ford pesquisa nos meios acadêmicos e da instituição, angariando as parcerias de Bill Tench (Holt McCallany, de Lights Out), um professor de Estudos Comportamentais e Wendy Carr (Anna Torv, da série Fringe) mestra da universidade de Boston. Juntos, eles semeiam a revolução no campo criminalístico no que diz respeito a perfis e motivações de serial killers (terminologia ainda não inventada na época)." - Edgar Santos, Editor do site Cinemáticos, diretor de arte, leitor de HQs e fã de Blaxploitation.

(Se ainda quiser saber maiores detalhes sobre a primeira temporada do seriado, clique aqui).

Eu fiquei impressionada pelo fato de que o seriado acontece nos anos 60-70 e, dentro da FBI, existiam muitos procedimentos na forma como tratar estes "assassinos em série" (essa terminologia não existia na época), mas eram procedimentos que traziam uma carga de racionalidade muito grande e quase nenhuma empatia ou humanidade.

O personagem Holden Ford chamou minha atenção porque ele pensou fora da caixa, arriscou e foi ser humano. Em um meio extremamente ditado por normas inflexíveis, ele trouxe metodologias inovadoras, que traziam risco à sua posição dentro do FBI, simples e unicamente porque ele optou por ser humano, mesmo perante a pessoas que eram tratadas como "monstros".

E ele não hesitou em correr este risco.

Isso me trouxe uma lição muito importante para a minha vivência prática (e acredito que até no ensino) na Engenharia...

Pensar fora da caixa, muitos de nós (graduados e graduandos) até pensamos, o que já é ótimo. Mas arriscar fazer diferente, poucos de nós temos a coragem. Existem crenças muito fixas em relação à vivência e ensino na Engenharia. Tem muita coisa disseminada por ai como se fosse imutável. E o Holden Ford se deparou com o mesmo mindset fixo em muitas pessoas dentro do FBI, mas ele arriscou, se uniu a quem tinha mindset semelhante ao dele e trouxe a mudança.

A gente precisa aprender a ter um pouco mais dessa coragem.

Assumir riscos por algo maior.

E tem uma magia na abordagem que ele arriscou trazer para um meio tão cético: Ele foi até às prisões e parou para ouvir os criminosos. Suas pesquisas não foram baseadas em teorias, ele simplesmente parou para ouvir.

Eu achei isso fantástico!

Ouvir. Simplesmente ouvir.

Ter presença na escuta é um dos maiores diferenciais que você pode ter na sua experiência como engenheiro(a) - independentemente da área de atuação -. E eu acho que esse também foi o diferencial da pesquisa do Ford.

Quantas pessoas pararam para ouvir aquelas pessoas?

Nenhuma... Era muito mais fácil julgá-las, sem nem entender o contexto de vida de cada uma delas.

Já pensou se a gente tivesse professores universitários que escutassem mais aos alunos?

Já pensou se a gente tivesse mais engenheiros(as) que escutassem o cliente/o operador?

O ato de ouvir resgata empatia em nós. Algo exclusivo do ser humano.

E Nosso maior diferencial é exatamente esse: SER HUMANO. 

Só que o FBI esqueceu disso...

Nosso ensino na Engenharia esqueceu disso...

Nós, engenheiros, esquecemos disso...

Mindhunter foi um seriado bom para lembrar dessa certeza. Tanto foi que, ao final da primeira temporada do seriado, Ford fez uma escolha que deixou o público a julgar se foi certo ou não. E até nesse ponto, eu achei que o seriado foi excelente para reflexão: nossa humanidade nos torna imperfeitos.

Para ser um(a) melhor engenheiro(a), Holden Ford já nos deu excelentes dicas:

Pense fora da caixa.

Arrisque.

Seja humano.

Vamos tentar?

Se esse seriado também te trouxe algum insight, deixa teu comentário por aqui! Compartilha também a reflexão com seus amigos (principalmente àqueles que fazem engenharia e ainda não assistiram mindhunter haha estão perdendo uma excelente oportunidade! Rs)!!

Gratidão!

QUERO IR ALÉM NA ENGENHARIA!

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Ana Luisa Almeida
Aprendiz da vida e da engenharia. Idealizadora do Projeto "O que aprendi na Engenharia". Jovem Ponte, Engenheira Química formada pela UFBA, atuando como Engenheira Trainee na Kordsa Brasil. Nascida para espalhar sorrisos e gratidão ao redor do mundo, com o Coração sempre no ritmo #GoGoGo.

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