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Na segunda feira passada (02/10/2017), eu participei de uma palestra do Murilo Gun na Semana Sebrae, aqui em Salvador. Eu fiz várias anotações, porque sabia que sairia um texto bastante inspirador a partir das palavras dele (o Murilo Gun consegue deixar bem explícito como o sistema atual de ensino mata a nossa criatividade... o que eu concordo e tenho certeza que você também).

Estava pensando em como estruturar um texto para o blog - a partir da palestra - quando algo incrível aconteceu. Uma colega minha da Universidade, a Érica (hoje já Engenheira Química) estava também na palestra e sentiu a vontade de escrever um texto e, não só isso, sentiu no coração o desejo de ceder este texto para o nosso blog.

Ela me escreveu que "ficaria honrada e feliz" se o texto fosse publicado aqui, mas queria dizer a ela e ao mundo que a honra e felicidade é completamente minha.

Todos os textos que foram gerados no "o que aprendi na engenharia" não saíram apenas da minha mente. Todos eles vieram de inspirações de conversas com colegas, amigos e até mesmo de aulas chatas, aparentemente sem sentido. Então, na hora que eu escrevo, não sou apenas eu, um teclado e um editor de texto. Por trás de toda criação minha, existem mentes que me inspiraram até aqui.

A minha voz é a de muitos. A minha escrita é a de todos vocês.

E é uma honra e felicidade compartilhar as palavras  de vocês por aqui também.

Sem mais delongas,  conecte-se com as palavras de Érica Glehn:


Criatividade para solução de problemas?!

Ontem (02/10/2017), tive o prazer de assistir a palestra de Murilo Gun sobre "Criatividade para Solução de Problemas",  na semana SEBRAE em Salvador. Por ter abordado pontos que me fizeram abrir a mente, decidi compartilhar alguns deles com vocês.

Para quem não conhece, Murilo Gun é Pernambucano e, com o seu irreverente sotaque da terra natal, tem demostrado ser um grande influencer dessa era moderna. Foi empreendedor de tecnologia, um dos pioneiros da internet brasileira, conquistando em 1997, aos 14 anos, o prêmio de melhor site pessoal do Brasil. É humorista, pioneiro do stand-up comedy no Nordeste e seus vídeos de humor já foram vistos por mais de 15 milhões de pessoas no Youtube. Como palestrante, ele intercala, de forma leve e engraçada, conteúdo e humor, abordando temas sobre empreendedorismo, criatividade e inovação.

Eu sou criativo(a)?

O primeiro ponto que vale atenção é que ninguém nasce com dom de ser criativo, os talentos e qualidades individuais são criados e desenvolvidos ao longo de nossas experiências.

Todo mundo pode utilizar a criatividade para solucionar problemas. Não existe uma pessoa sem criatividade, existem pessoas com preguiça de exercer a criatividade.

Muito importante ressaltar que problemas não são só aqueles que enfrentamos no trabalho ou na faculdade e sim qualquer situação que precisamos encontrar uma solução. Então, você pode exercitar a sua imaginação e aplicá-la de uma forma criativa para solucionar um problema a qualquer momento. E isso facilita muito quando o seu background de informações é vasto e extenso.

Quando se amplia o conhecimento em assuntos diversos (chamado por ele de linha horizontal), a probabilidade de se encontrar uma solução diferente para um problema aumenta muito.

Como nada nessa vida se cria, tudo se transforma (um dos princípios de Lavoisier), isso não é diferente quando se trata de criatividade. Murilo usa o termo “combinatividade” para demostrar que as soluções novas vêm da combinação de elementos já existentes. Por isso, quanto mais experiência e conhecimento tiver, maiores as chances de você conseguir combinar peças e montar um novo quebra-cabeça.

O que bloqueia nossa criatividade?

Existe, contudo, um grande mal que limita a nossa imaginação. Murilo fala do poder da imaginação de crianças, mas, depois que crescemos, esse processo de criação é abruptamente interrompido, desaparece.

Já imaginam o motivo?

Não somos criados ou estimulados a exercer a imaginação tanto em casa, com nossos pais, como nas escolas, que mantém o mesmo padrão de ensino defasado, que negligencia as diferenças de cada indivíduo no processo de aprendizagem e uniformiza o ensinamento há tempos.

Ou seja, somos formados para fazer exatamente o inverso, pensar de uma forma padronizada, buscar uma única resposta, “gabaritar a prova”. Este é outro ponto abordado por ele: não existe uma única resposta, não existe gabarito, existem várias possibilidades, a depender do seu ponto de vista.

Por isso, exercer a criatividade não é fácil e muitos deixam de lado por conveniência ou preferem acreditar que pessoas criativas nasceram com o dom.

Então, uma dica que trago: busque novos conhecimentos e vivências em diversas áreas, abra a mente, seja flexível e ouça as ideias de outras pessoas. A união de ideias diferentes pode trazer a solução ideal, ainda não pensada.  Por isso também,  nunca faça um pré-julgamento de sua ideia antes de expô-la.

Érica Glehn


Tem vontade de escrever e deixar um recado ao mundo a partir do "o que aprendi na engenharia"?

Vamos trocar ideias! Vai ser um prazer!!

Gratidão!!

QUERO IR ALÉM NA ENGENHARIA!

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Ana Luisa Almeida
Aprendiz da vida e da engenharia. Idealizadora do Projeto "O que aprendi na Engenharia". Jovem Ponte, Engenheira Química formada pela UFBA, atuando como Engenheira Trainee na Kordsa Brasil. Nascida para espalhar sorrisos e gratidão ao redor do mundo, com o Coração sempre no ritmo #GoGoGo.

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