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Há mais de um mês, eu estava em minha cama, lendo um livro, quando, de repente, meu pulso passou por cima do meu seio  esquerdo e eu senti um nódulo.

Parei a leitura. Aquilo estava estranho.

Apalpei novamente.  Percebi que eu estava com um caroço no seio esquerdo.

Fiquei preocupada, mas se estava o sentindo só com um simples toque, percebi que era superficial.

Liguei para minha irmã, que é médica, e reportei o que havia acontecido. Ela me acalmou e já deixou precristo um exame de ultrassom mamária.

Deste dia de descoberta do nódulo até o dia do exame em si foram 10 dias de pura reflexão. E confesso que de medo também.

Logo após conversar com minha irmã, eu, com minha mania de sempre, fui fazer uma pesquisa no Google.

"Eu devo estar com câncer de mama", conclui imediatamente.

E dai, me perguntei:

Se, hipoteticamente, eu estiver com câncer de mama, eu estou feliz com a vida que eu tenho levado?

Minha resposta me deixou feliz: sim. Alguns ajustes precisam ser feitos, óbvio, mas no geral, eu tenho deixando meu coração me guiar e isso muda tudo. Percebi que se estivesse com câncer de mama, ao menos, até aquele dia, tinha feito as coisas do jeito que queria.

Logo em seguida, comecei a pergunta que esteve comigo durante todos os dias até este exame:

Meu Deus, por que eu senti esse caroço?

Dizem por ai que "a ignorância é uma virtude" e, naquele momento, eu realmente queria não ter sentido aquilo. Ter percebido este caroço me causou dor. Medo. Pensei em como, talvez, minha vida mudaria se eu estivesse com câncer. Pensei que, talvez, teria sido melhor viver com isso e não ter descoberto nada. Se fosse ruim ou bom, um dia eu saberia e fosse o final que tivesse ser.

Do dia que eu senti este caroço até o exame, eu tive sintomas físicos bem fortes de ansiedade.

Até que chegou o dia. E eu fui com medo.

Fiz a ultrassom. Enquanto a médica fazia o exame, eu fui agradecendo por tudo que vivi. O que fosse, eu sabia de uma certeza: "O Deus que eu acredito não nos dá o que a gente não suporta", o que fosse para ser, eu teria certeza que eu suportaria. É isto que alimento como crença e que faz sentido para mim.

Descobri que não tenho câncer de mama. Foi descoberto um cisto no seio esquerdo e uma íngua no seio direito, que vai requer acompanhamento semestral durante 2 anos, mas nada preocupante.

Eu senti alívio. Gratidão. E me reconectei com tudo o que aprendi na engenharia.

Descobrir esse nódulo em mim me promoveu dias de muita dor. Eu não sabia o que pensar. Era difícil não ter uma resposta sobre o que de fato estava acontecendo. Revivi os dias de medo, ansiedade e tristeza que tive dentro da graduação em Engenharia, onde diagnostiquei em mim uma falta de significado na vida. E foi difícil demais tomar esta consciência.  Foi uma dor semelhante ao que vivi por agora.

Eu só queria fugir desses momentos. Mas, por mais difíceis que eles tenham sido, foram importantes.

Para o autoconhecimento.

Para me reconectar comigo mesma.

Para avaliar a minha vida e rever o que estava fora de órbita.

Às vezes, é muito mais cômodo não olhar para si e evitar o diagnóstico do que não está bom. Mas, a dor a longo prazo, associada a essa fuga, pode ser muito pior.

Certa feita, uma colega de graduação, após ter feito uma vivência de autoconhecimento, chegou para mim e disse:

"Ana, eu estou desesperada! Eu não sei o que fazer da vida!"

Enquanto ela estava com um ar de preocupação, eu comecei a rir.

"Que bom que você está assim!!! É a partir desse momento que tudo começa a se transformar...  Ao tomar consciência que a gente tem ciência sobre o que precisamos mudar e agir!!"

Não é um processo fácil. Vivi e tenho vivido isso. Doi. Isso é fato. Mas transforma. Impulsiona.

Não custa nada parar por alguns minutos, abrir um caderno ou app de notas no celular e se perguntar:

O que tenho feito com minha vida?

Quais são os os meus sonhos? 

Eu estou em conexão com o meu propósito?

Eu faço aquilo que desejo?

Eu tenho ouvido meu coração ou atendido as expectativas dos outros?

Essas perguntas são só algumas das tantas que você pode se dedicar, dia após dia, a responder. Aos poucos vai medindo se você realmente está feliz com o que tem feito.

Se não se sentir a vontade de fazer isso sozinho(a), procure alguém da sua confiança e troquem ideias.

Só não se permita levar uma vida no automático, onde a ignorância reina.

Não espere achar que está com câncer ou qualquer outra doença para então viver a vida que deseja.

Essa experiência que tive recentemente me fez perceber que felicidade não se posterga. Se vive Agora!

Se você descobrisse um nódulo no seu corpo, neste exato momento, estaria feliz com a vida que tem levado?

Reflita... E aja!

Gratidão!

P.s.: Depois dessa experiência, percebi a importância do auto exame de mama. Independentemente da sua idade e gênero, crie esta rotina. 


QUERO IR ALÉM NA ENGENHARIA!

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Ana Luisa Almeida
Aprendiz da vida e da engenharia. Idealizadora do Projeto "O que aprendi na Engenharia". Jovem Ponte, Engenheira Química formada pela UFBA, atuando como Engenheira Trainee na Kordsa Brasil. Nascida para espalhar sorrisos e gratidão ao redor do mundo, com o Coração sempre no ritmo #GoGoGo.

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