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... Afinal de contas, "mapa não é território".

Na semana passada, um colega me apresentou a uma pessoa dizendo que eu era Engenheira e Escritora do livro/blog "o que aprendi na engenharia". Até ai, nada relevante a ser compartilhado contigo.

Até que, de repente, esse mesmo colega virou para mim e disse:

"Ana, você sabia que dois amigos meus desistiram da Engenharia por sua causa?!"

Eu fiquei paralisada diante desta revelação.

Não pude entender mais detalhes e prosseguir com a conversa, pois tivemos que nos retirar para um treinamento, mas aquilo não saiu da minha cabeça.

Na minha mente, eu tinha duas opções de interpretação para este fato:

  1. Os amigos deste colega acompanham o blog, ouviram o coração deles e preferiram seguir o que realmente fazia sentido para eles.
  2. Eles leram meus relatos dentro da engenharia, não entenderam a mensagem (ou seja, eu a passei erroneamente) e eu os afastei de seguir os seus sonhos.

Essa segunda opção de interpretação me deixou com uma "pulga atrás da orelha". Se algum dia eu passei essa mensagem em meus textos, eu percebi que eu precisava esclarecer mais o meu propósito com o projeto "o que aprendi na engenharia"...

"o mapa não é território"

Eu tive experiências dentro da Universidade que foram muito dolorosas, isso é verdade. Mas não é porque eu tive esses momentos que obrigatoriamente todos os estudantes de engenharia também o terão. Diversas pessoas já passaram pela graduação em Engenharia Química na UFBA. Muitos tiveram histórias semelhantes à minha, mas muito também tiveram outras vivências, diferentes em milhões de aspectos.

Nós somos seres humanos diferentes com histórias diferentes. Para você ter noção, eu tenho irmã gêmea, fomos criadas juntas e, ainda assim, somos distintas em personalidade.

Um dos pressupostos da Programação Neurolinguística diz que "mapa não é território", ou seja, cada pessoa vê o mundo de um jeito, baseado nos filtros mentais que existem, a partir dos estímulos que foram submetidos. Nenhuma vivência será igual, cada um vai criar sua própria história.

Quando eu criei esse blog foi com o intuito de compartilhar minha história para promover mais significado a diferentes jornadas dentro da Engenharia. Eu queria ser a voz de estímulo que eu não encontrei na Engenharia, quando eu precisei. Apenas isso. E é por isso que enfatizo:

Nunca (JAMAIS!) trate minha opinião aqui como verdade absoluta. (Nem a minha nem a de ninguém mais).

No livro que escrevi, o que mais reforço em tudo que compartilho é: só implante essas dica/insights em sua vida se você ver que faz sentido para você. Se não for adequado ao seu jeito, adapte ou simplesmente exclua da sua mente.

Eu sempre apliquei isso na minha vida.

Se não se adequa a mim, eu não vivo aquilo. Não é porque todo mundo está vivendo algo ou alguém que eu admiro indicou que é necessariamente o que eu preciso. Neste ponto, precisamos ter muito cuidado.

De tudo o que mais tento compartilhar aqui, eu sempre dou ênfase à importância de ouvirmos as batidas do nosso coração. Para mim, essa é a melhor bússola que você pode ter na vida. Mas você pode discordar de mim. E se discordar de mim é o que faz sentido para você, é isso que eu defendo.

Por exemplo, hoje, eu trabalho no Polo Industrial de Camaçari, ou seja, viajo todos os dias para atuar como Engenheira de Produção em uma indústria têxtil. E eu confesso que eu gosto muito dessa vivência. Mas não é porque eu gosto disso, que você também vai gostar. Existem ônus nesse cargo, mas que não falam mais alto do que aquilo que eu valorizo (pode acontecer o oposto contigo). Você pode se inspirar de alguma forma no que eu aprendo com essa vivência e com a experiência que tive na Universidade, mas nunca (JAMAIS!), permita que minhas palavras falem mais alto que aquilo que te move. JAMAIS.

Todos nós vemos o mundo do jeito que faz sentido para gente. Use a perspectiva do outro para ampliar a sua, jamais a utilize para refinar ou aprisionar seus sonhos.

Esse emaranhado de palavras pode não fazer sentido algum para você. E se não fizer, ótimo, jogue no lixo. Se fizer, ótimo também, adeque ao que você é.

o que aprendi na engenharia não necessariamente será o mesmo que você aprenderá. O que EU aprendi na engenharia pode não fazer sentido algum para você...

E é por isso também que eu adoro isso aqui. Porque é a oportunidade perfeita de aprender mais do meu mundo a partir das perspectiva do outro.

Não trate meu mapa como o seu. O mapa que eu usei para encontrar os tesouros que estavam escondidos em mim, pode te guiar para a mesma descoberta, mas também pode te afastar.

Não pegue mapas emprestados. Crie o seu.

O trecho abaixo, da música "Carne dos Deuses", da banda Scambo resume tudo por trás dos meus textos. Acompanhe:

"Então, sinta mais
Abrace cada sentimento, seja ele qual for
Como se abraça a quem se ama
E quando precisar, chore
Onde estiver, chore
E um dia, dance... Um dia dance do jeito que você quiser
Sem dúvida as pessoas que dançam com verdade
São pessoas muito mais felizes
E por mais louco que possa parecer, não me ouça
Pois posso ser apenas mais um tijolo daquele muro que você quer".

Mais uma vez:

"E por mais louco que possa parecer, não me ouça
Pois posso ser apenas mais um tijolo daquele muro que você quer".

Gratidão!

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Ana Luisa Almeida
Aprendiz da vida e da engenharia. Idealizadora do Projeto "O que aprendi na Engenharia". Jovem Ponte, Engenheira Química formada pela UFBA, atuando como Engenheira Trainee na Kordsa Brasil. Nascida para espalhar sorrisos e gratidão ao redor do mundo, com o Coração sempre no ritmo #GoGoGo.

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