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"A palavra convence, SER VOCÊ arrasta"

Fazemos parte de uma geração que tem o privilégio (ou dor?) de ter um fluxo de informações muito rápido. O conhecimento chega até nós em um piscar de olhos. Bastou um acesso ao Google e já expandimos nossa consciência e aprendizado sobre diversos temas!

Se dermos um passeio nas universidades brasileiras, vamos nos deparar com jovens e mais jovens que estão em constante evolução, participando do movimento empresa jr, pesquisas de iniciação científica, cursos de idiomas, ligas universitárias, cursos de oratória, escrita, coaching e por aí vai...

E eu acho incrível, super recomendo estas vivências! O que tem no nosso Universo chamado "Universidade", a gente precisa aproveitar...

Só que algo a mais tem me chamado a atenção nesta geração! Temos uma geração que sabe muito mais, que tem acesso a muitos conhecimentos, mas que teme muito mais, na mesma proporção.

A gente tem acesso instantâneo a muitas dicas sobre como falar melhor e como influenciar pessoas, mas o que mais vejo são pessoas mais ansiosas e desesperadas nos momentos de Processo Seletivo ou de maior pressão, por exemplo.

E eu me incluo nisso.

Estudo Programação Neurolinguística, adoro coaching, leio um bocado sobre estes temas. Semanalmente, meu coração, cérebro e mãos escrevem textos por aqui, conectando engenharia, vida e desenvolvimento pessoal e, muitas vezes, em momentos chaves na Universidade, na época do Estágio e até hoje, já como engenheira, eu me vi/vejo ansiosa, numa cobrança meticulosa de ser melhor, como se nada que eu sei estivesse em mim.

Somos uma geração que investe muito tempo em acessar a informação. Somos uma geração com muita facilidade em obter o conhecimento. Mas somos a geração também que mais tem esquecido em simplesmente SER.

Apenas SER você.

A gente acessa o conhecimento e a técnica de forma tão instantânea, o acesso é tão rápido que nosso desejo de aplicação vem com a mesma velocidade. Só que a gente se apega tanto a tudo isso, que acabamos esquecendo o que há de mais profundo e mais potente no universo: nós mesmos, nossa espontaneidade e essência.

O que mais vejo hoje em dia, são recém formados querendo saber como passar em um processo seletivo de um programa trainee. Vejo muita gente querendo aplicar ferramentas e mais ferramentas de coaching na tentativa de se auto conhecer. Me deparo com muita gente procurando a fórmula mágica de como falar melhor em público.

Procuramos tão longe, vivemos em buscas no Google, sem nem mesmo percebermos que o que há de melhor já está em nós mesmos. O que há de melhor é o que nós somos.

"SER VOCÊ" não se acha no Google.

A escrita me ensinou isso de forma prática. Sempre escrevi por prazer, para deixar o coração e a mente falarem. Sempre prezei pela escrita correta das palavras, mas nunca notei gramática. Quando comecei a escrever  em blogs, recebia conteúdos e mais conteúdos sobre SEO, como rankear melhor no Google. E eu até tenho certo conhecimento sobre isso, mas a única dica que fez sentido para mim e que sempre está em meu coração quando eu abro o editor de textos é: Escreva com o coração.

Escreva exatamente como você falaria se estivesse conversando com alguém.

es-pon-ta-nei-da-de.

Ponto final.

Se só uma pessoa leu meu texto, ótimo, maravilha!! Se forem 12 mil, ótimo, maravilha, da mesma forma! O que vale de tudo isso é você ser você, fazendo aquilo que deseja, da forma que acredita.

E por mais ilógico que seja para quem vive estudando técnicas e mais técnicas, a verdade é que, quanto mais espontâneo você é, mais as coisas acontecem.

Se alguém tiver a fim de escrever, eu queria dizer que não tem dicas, a não ser aquela: Seja Você.

E isso vale para a escrita, mas também para qualquer processo seletivo que for participar.

Isso vale para sua vivência no estágio/trabalho.

Isso vale para quem quer melhorar a comunicação.

Isso vale para a vida.

Leia, estude, se aprofunde, aprenda. Só nunca se esqueça de ser você.

Eu me reconectei com esta mensagem no Euzaria Talks que participei, na presença do inspirador Yang Mendes. O cara tem um grande know how de oratória, mas se destaca por apenas SER ele.

Ali, sentada naquele lugar, ouvindo o Yang, sentindo aquela energia, em meio a todo aqueles jovens, eu percebi que dizem por aí que "a palavra convence, o exemplo arrasta". Mas vou além:

"A palavra convence, SER VOCÊ arrasta".

SEJA Você.

Apenas isso basta.

Gratidão!


Em um livro, expressei o meu SER:

o que aprendi na engenharia, o livro. 

Conheça nossa ideia e conteúdo, clique aqui.

Afinal de contas, a engenharia vai além dos cálculos...


 

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Ana Luisa Almeida
Aprendiz da vida e da engenharia. Idealizadora do Projeto "O que aprendi na Engenharia". Jovem Ponte, Engenheira Química formada pela UFBA, atuando como Engenheira Trainee na Kordsa Brasil. Nascida para espalhar sorrisos e gratidão ao redor do mundo, com o Coração sempre no ritmo #GoGoGo.

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