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Eu percebi que sim...

Em meados da minha graduação em Engenharia Química, eu fiquei muito mal (emocionalmente falando). Minha auto estima foi lá para baixo, eu deixei de sonhar. Não compartilhei meus problemas em casa e, quando isso aconteceu, uma bomba explodiu. A medida imediata que minha família adotou foi me conduzir a um tratamento com um psicólogo. Eles realmente queriam evitar que eu afundasse em uma depressão.

E, sinceramente, falhei nisso.

Não conseguia falar / expor meus problemas ao psicólogo. O que era para me ajudar, acabou sendo um momento de silêncio constrangedor. Fiz duas sessões e abandonei o tratamento.

O tempo passou.

Me formei em Engenharia Química e dei um passo importante (e ao mesmo tempo difícil): Decidi ir a um psicólogo.

A jornada até o diploma foi de altos e baixos. Me formei grata por absolutamente tudo que vivi, era tudo que precisava para me conectar com pessoas e conhecimentos que mudaram a minha vida. Mas percebi que a forma como reagi a todos os desafios foi muito reflexo de um perfeccionismo desequilibrado que sempre carreguei comigo (desde quando comecei a estudar). Isso tudo deixou marcas na minha auto estima e personalidade.

Assim, diante disso tudo, eu comecei o questionamento:

Será que eu deveria procurar um psicólogo?

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Me baseando na experiência anterior que tive, eu me sabotava e dizia que não. Mas as coisas não estavam indo bem...

Eu fui percebendo traumas.

Eu fui reconhecendo cadeias emocionais.

Eu percebi ajustes a serem feitos na minha auto estima.

Ficava alimentando a crença de que deveria explorar mais a Programação Neurolinguística. E, claro, ela me ajudou bastante, mas alguns pontos eu, sozinha, não tinha como enfrentar.

Reconhecer que eu precisava de um profissional especializado para me ajudar não foi fácil, mas foi um passo tão essencial para mim, que eu decidi rescrever este texto.

Eu sempre questionei essa vivência de fazer terapia. Achava absurdo você expor sua vida a uma pessoa que você nem conhece. Eu não funciono assim. Mas percebi (e muita gente que faz terapia me disse isso) de que encontrar um psicólogo que atenda suas demandas é que nem achar o amor da sua vida: só vai encontrar se você se dispor a tentar acha-lo.

Se você for em um profissional que não haja "química", não desista (que nem eu fiz da primeira vez que tentei). Continue procurando. Busque metodologias diferentes (por exemplo, eu agora estou fazendo terapia baseada no psicodrama, que envolve ferramentas do teatro. Tem funcionado).

O lance é: Evite se sabotar. Simplesmente reconheça, aceite e vá atrás de um profissional que possa te ajudar.

Eu demorei bastante para fazer isso, mas, quanto a isso, nunca é tarde.

Escrever um texto falando sobre este tema, acredite,  não é fácil para mim. Mas, reconhecer nossa vulnerabilidade é um passo importante para sermos mais felizes.

E o mais importante: Escrevo este texto também para encorajar aqueles que precisam de um acompanhamento psicológico. Não há nada demais nisso e pode ser uma ajuda importante para você! Existe muito estereótipo ao tomar essa decisão, mas siga seu coração. E se você tiver medos, assim como eu tinha, enfrente-os. Vai valer a pena!

Se você não tem renda suficiente para pagar um profissional, veja se sua Universidade não dispõe desse serviço. Veja também em Universidades na sua cidade que ofereçam o curso de psicologia. Eles tem consultórios com preços bem mais acessíveis.

Agora, fica a dúvida de até quando eu vou continuar a terapia....

Sendo bem sincera, eu não sei... Mas tenho certeza que, na hora que for para parar, o meu coração terá essa resposta.

Sobre  suas emoções, o seu coração as conhece. Quando ele achar que você precisa tomar uma decisão,  que nem a que eu tomei, escute-o.

Gratidão!


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Ana Luisa Almeida
Aprendiz da vida e da engenharia. Idealizadora do Projeto "O que aprendi na Engenharia". Jovem Ponte, Engenheira Química formada pela UFBA, atuando como Engenheira Trainee na Kordsa Brasil. Nascida para espalhar sorrisos e gratidão ao redor do mundo, com o Coração sempre no ritmo #GoGoGo.

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