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Na semana passada, houve um erro na execução de um dos procedimentos da área que trabalho. Com a repercussão desse erro, paramos para refletir sobre o aprendizado.

Nessa oportunidade de conversa e análise em grupo, um operador disse algo que me presenteou com uma reflexão pessoal e também com a escrita deste texto. Ele disse o seguinte: "A gente errou porque a gente vive no automático. A gente já faz as coisas automaticamente... A gente não analisa, não questiona." Eu concordei com ele. E concordo não só com as atividades do nosso trabalho. Se bem analisado, perceberemos que nossa vida - como um todo - tem estado em modo automático.

O despertador toca todos os dias no mesmo horário.

A rotina é seguida de forma igual, automaticamente.

Todos os dias eu faço o mesmo caminho até o ponto onde pego meu ônibus. É uma caminhada já automática. Já pensei em mudar a rota, mas existe um certo desconforto diante do desconhecido, eu admito... E talvez esse desconforto seja o maior sinal que o Universo me dá de que eu deveria tentar.

Observamos pouco.

Raramente notamos o cantar do pássaro, a lua e as estrelas.

Dia desses, vi a foto da lua no status do WhatsApp de um colega. Fiquei pasma pela minha falta de sensibilidade em abrir a janela e ter visto aquela lua imensa, brilhando. Estava tão ocupada com minha rotina automática que nem notei algo tão belo, tão perto de mim. Era só preciso abrir a janela e olhar...

Questionamos pouco.

"É assim porque é assim."

"Fulano disse que é assim, então é"

Observem as filas. A gente sempre segue o fluxo, que nem sempre é o mais rápido.

E não é só uma questão de rotina. É mais profundo. Até nossas escolhas estão se tornando automáticas. Pouco paramos para pensar sobre elas. Nossas escolhas são tomadas em prol de desejos alheios, poucas vezes ouvimos nosso coração.

"Vou fazer concurso."

Essa decisão foi pensada ou você automaticamente aceitou a sugestão dos seus pais? Se foi pensada e você escolheu isso do fundo do seu coração, ótimo. Se não, você tem um problema.

Qual foi a última vez que você fez algo novo pela primeira vez?

Sério, gentilmente, pare alguns minutos aí e pensa sobre isso.

Qual foi a última vez que você fez algo que você realmente queria, "fora do script" do automático?

Talvez foi a leitura desse texto seu último ato espontâneo de vontade. Ou talvez não... Nessa era de internet e tanta informação, até que ponto temos controle de algo?

Eu tenho escrito muitos textos que exploram essa questão do modo automático que a gente tem se submetido. Em verdade, acho que parte da minha missão se reflete em também questionar esse status quo ou mania de que "é assim porque é assim". Tem algo de muito errado sobre isso, mas falamos pouco sobre.

Aos 23 anos de idade, a vida já me ensinou o quão difícil é você dizer "eu quero assim e vou fazer desse jeito". Às vezes, se manter no automático é mais aceito pela sociedade. Mas se esse automático não for o que te faz feliz, isso vai doer. E muito.

O mais irônico de terminar este texto é que comecei a escrevê-lo em um domingo e, na segunda, quando eu cheguei na psicóloga eu perdi 20 minutos de sessão, simples e unicamente porque, entrando no meu modo automático, eu não li a placa que estava na porta. Todas as vezes que eu chego lá, está escrito: FAVOR AGUARDAR, já que há uma consulta antes da minha. Nesta segunda foi diferente. Estava escrito: FAVOR BATER, pois ela já estava livre. Mas meu mapa mental já estava tão viciado com essa espera que eu nem li a placa, segui para a minha rotina automática por ali. Nessa ocasião, perdi 20 minutos de sessão.

O quanto mais será que a gente não já perdeu por viver no modo automático?

É, o Universo está me enviando uma mensagem...

E talvez para você também.

Gratidão!

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Ana Luisa Almeida
Aprendiz da vida e da engenharia. Idealizadora do Projeto "O que aprendi na Engenharia". Jovem Ponte, Engenheira Química formada pela UFBA, atuando como Engenheira Trainee na Kordsa Brasil. Nascida para espalhar sorrisos e gratidão ao redor do mundo, com o Coração sempre no ritmo #GoGoGo.
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