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De tudo o que você pode vir a aprender nesse texto, ratifico a mensagem principal: Siga seu coração.

Era um dia normal de almoço lá no refeitório do local onde trabalho, até que aconteceu um evento que também parecia normal, mas que me fez refletir bastante... A reflexão me reportou a algumas vivências que tive quando ainda estava na Universidade e que faço questão de compartilhar com você, do fundo do meu coração.

Lá onde eu trabalho, no refeitório, nós temos acesso ao almoço, com direito a uma sobremesa. Um dia desses, a sobremesa foi brigadeiro... Só que eu não gosto muito do brigadeiro de lá. Pode ser apenas impressão, mas, pra mim, naquele brigadeiro, eles misturam doce de leite com Nescau... Então, eu não aprecio muito o sabor.

Neste dia, minha colega de trabalho pegou o doce e eu não. Expliquei que não gostava e fomos até nossa mesa, onde já tinha mais alguns colegas reunidos. Após a refeição principal, todos os colegas que estavam na mesa começaram a comer esse brigadeiro e ai confesso que, nessa hora, mesmo eu sabendo que eu não queria o doce, eu comecei a ter vontade de ter aquele brigadeiro... Tipo, eu não entendia por que... Eu sabia que eu não gostava, mas por ver os outros  com aquilo, eu senti necessidade de pegar o brigadeiro também. A certeza que eu tinha de que eu não gostava daquele brigadeiro passou a ser questionada por mim, a partir da boa experiência que eu supus que os outros estavam vivendo.

Numa espécie de "Maria vai com as outras", deixei de ouvir meu coração naquela hora.
Peguei o brigadeiro e só comi até o final porque me forcei e não queria desperdício, mas eu ratifiquei ali que não era aquele doce que eu queria... Eu não gostava mesmo! Dai eu percebi que eu tive dificuldade em ficar na mesa sendo a única sem brigadeiro, precisei insistir em algo que eu sabia que não gostava, para me sentir talvez mais aceita ou para também provar da "boa sensação" que os outros aparentavam ter e eu não.

Essa história me fez voltar no tempo, mais especificamente quando eu estava no 5˚ semestre da graduação em Engenharia Química. Naquele período, eu tinha me convencido que não ia pegar todas as matérias previstas pela grade. Eu decidi que ia pegar mais leve, meu coração sentia que eu precisava fazer isso. Meu coração me dizia que eu precisava dar mais atenção a mim e à minha saúde mental.

Na época da matrícula, todo mundo pegou todas as matérias. E quando eu ia pegar menos disciplinas, eu hesitei.

"Poxa, todo mundo vai conseguir pegar todas as matérias..."

"Se eu pegar menos matérias, eu vou acabar me atrasando no curso"

Numa espécie de "Maria vai com as outras", deixei de ouvir meu coração nessa hora.

Passei a racionalizar demais.

Peguei todas as matérias previstas para aquele semestre.

Resultado? Quase tive uma depressão e precisei abandonar metade das disciplinas.

Vacilei. Eu não ouvi meu coração.

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Assim como o brigadeiro, nessa situação também, eu transferi a projeção da experiência do outro sobre mim. Eu negligenciei minha realidade e não ouvi meu coração, simplesmente porque eu tratei a experiência do outro como se fosse o referencial que eu deveria usar diante das minhas escolhas.

Se tem algo que vai te fazer sofrer é acreditar que suas escolhas devem ser baseadas na realidade do outro. Esqueça isso. Suas escolhas profissionais e pessoais precisam ser baseadas pelo que há dentro de você. Suas escolhas precisam ser regidas pelo seu coração.

"Mas fulano fez concurso e está super bem de vida" - Muita gente vai ouvir isso das mães, mas se o que você realmente quiser ter for sua própria empresa ou passar em um programa trainee, ouça isso. Ouça seu coração. Agradeça à sua mãe o apoio e o conselho, mas não mude sua rota. Nossos sonhos formam o melhor GPS que a gente pode ter na vida.

Antes de criar o projeto "o que aprendi na engenharia", eu era blogger de uma startup paulista e recebia R$ 50,00 por texto que escrevia. Imagine ai... Eu era muito bem remunerada por um hobbie que tenho! Um sonho né? Pois é, só que me dei conta de que o meu coração não queria apenas escrever e receber um salário por isso. Meu coração queria escrever e deixar um legado no mundo. Pedi para sair da startup. Criei este projeto, Deixei de receber salário, mas passei a receber mensagens e emails com uma gratidão explícita por tudo que é escrito aqui. Hoje eu sou muito mais feliz escrevendo sem receber nada do que recebendo aquele R$50,00/texto. Isso porque eu segui meu coração e estou ouvindo com muita atenção o que ele me diz. Eu tenho planos de monetizar esse projeto, mas nem me preocupo, porque isso está seguindo um fluxo, que está sendo guiado pelo meu coração. E isso é um dos segredos do sucesso.

Então, deixa as expectativas dos outros de lado. Ouve teu coração.

Às vezes, é melhor ficar sem brigadeiro, em paz com suas escolhas do que ter que descer o doce guela abaixo, fingindo um sorriso no rosto só para agradar os outros.

Mais uma vez: Siga seu coração.

Estamos combinados?

 

Gratidão!


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Ana Luisa Almeida
Aprendiz da vida e da engenharia. Idealizadora do Projeto "O que aprendi na Engenharia". Jovem Ponte, Engenheira Química formada pela UFBA, atuando como Engenheira Trainee na Kordsa Brasil. Nascida para espalhar sorrisos e gratidão ao redor do mundo, com o Coração sempre no ritmo #GoGoGo.

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