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"Tenho que escrever"

Já faz alguns dias que venho pensando sobre isso. E te confesso que esse pensamento abaixa minha energia.

Quando eu coloco em minha cabeça que eu "Tenho que escrever",  eu já sei que algo não está funcionando muito bem.

Não gosto dessa imposição que às vezes eu trago de ter que fazer algo.  Parece que não é natural, que eu estou fazendo algo por pura obrigação. Óbvio que, na vida, vão ter atividades que obrigatoriamente você precisa fazer, mas não é assim que eu penso em relação a esse projeto. Na verdade, eu não gosto de tratar como obrigatoriedade algo que eu amo fazer como hobbie. Quando eu trato um hobbie como obrigatório, eu sinto que o prazer associado a isso diminui bastante. Algo prazeroso acaba se tornando chato.

Por exemplo, pense ai na comida que você mais gosta. Pensou?

Agora, imagine que eu te force a comer essa comida obrigatoriamente em todas as refeições do seu dia.

No início vai ser extremamente maravilhoso, depois, não mais. Perde a graça. A longo prazo, o obrigatório se torna chato.

E foi a partir dessa reflexão que identifiquei um dos maiores problemas que temos no Ensino Brasileiro (não apenas superior, em todos os níveis).

Nos obrigam a tanta coisa, que o prazeroso se torna chato. Vou dar meu exemplo pessoal...

Quem me conhece desde o ensino médio sabe que eu sou apaixonada por química. Sério. Eu sou autodidata em química desde o ensino médio. Os livros do Feltre, Tito & Canto, Martha Reis eram companheiros inseparáveis. Eu cheguei a ler o volume único do livro da Martha Reis todo. Passava meus intervalos do colégio resolvendo as questões dos módulos de química. Era puro prazer. Não tinha nenhum tipo de obrigação nisso que eu fazia (quer dizer, eu não associava esse estudo às obrigações de provas e etc). Química, para mim, era um hobbie.

Até que eu entrei na Universidade...

Caramba. Que saudades eu tenho dessa paixão que eu tinha pela química. Na engenharia química, eu peguei 8 disciplinas voltadas diretamente à química. Eu tinha obrigação de estudar para provas. Eu tinha obrigação de fazer relatórios para todas as práticas que realizava no laboratório. Era uma cobrança tão grande que eu passei a associar todo esse estudo como obrigação. E ai, o tempo foi passando e o encanto se foi. O que era prazeroso se tornou chato. Isso porque a química se tornou algo obrigatório, deixou de ser algo que eu fazia com o coração.

E ai que tá o ponto crítico da nossa educação: tratam tudo como obrigatório. Assim, a longo prazo, mesmo aquilo que é prazeroso se torna chato.

Aulas obrigatórias.

Provas obrigatórias.

Exercícios obrigatórios.

Isso é chato.

Concordo que a obrigatoriedade também nos traz mais comprometimento, mas, em excesso, traz cansaço.

Aconselho a todos aqueles que são obrigados a assistirem aulas chatas, a fazerem provas cansativas que tentem ressignificar essa situação. Tente ver algo de prazeroso nisso tudo, tente desvincular a ideia de obrigatoriedade. Isso acaba trazendo uma conotação muito ruim a algumas atividades que, lá no fundo, tem algo de prazeroso para você.

É assim que penso. E é por isso também que eu peço desculpa a você leitor por não escrever com uma frequência muito grande. Todos os materiais de Marketing Digital dizem por ai que você precisa manter uma periodicidade de publicação em seu blog. Mas, enquanto eu estiver sozinha nessa missão, eu vou negligenciar um pouco esse conselho, tudo bem?

Se o ato de escrever se tornar uma obrigatoriedade excessiva para mim, o prazeroso vai se tornar chato.

E isso, eu jamais vou permitir. Isso tudo aqui faz parte do meu chamado. Quero cumpri-lo com o coração, não por obrigação.

Não deixe que aquilo que você ama se torne obrigatoriedade. Isso pode te fazer mal.

Beleza?

Gratidão!


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Ana Luisa Almeida
Aprendiz da vida e da engenharia. Idealizadora do Projeto "O que aprendi na Engenharia". Jovem Ponte, Engenheira Química formada pela UFBA, atuando como Engenheira Trainee na Kordsa Brasil. Nascida para espalhar sorrisos e gratidão ao redor do mundo, com o Coração sempre no ritmo #GoGoGo.
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