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Esse texto não é sobre Engenharia.

Preciso mesmo falar sobre a vida...

Desde que soube do acidente aéreo com o time do Chapecoense,  onde 71 pessoas faleceram enquanto se dirigiam à realização de um sonho, eu fiquei me perguntando por qual razão isso tinha que acontecer.

"Por que isso tinha que acontecer?"

Era só isso que eu me perguntava quando soube dessa tragédia.

"Por que isso tinha que acontecer?"

Sinceramente, eu não sei. E acho que ninguém sabe.

No âmbito racional, não conseguimos encontrar lógica alguma para o que aconteceu.

Em verdade, acredito que existem aprendizados que transcendem a nossa compreensão.

E eu confesso que fiquei me perguntando sobre isso.

Parei por um tempo para refletir sobre essa história toda e nada veio.

Então, decidi jogar a pergunta no google (eu sempre gosto de fazer pesquisas no google, me permitem ver outros pontos de vista).

Um dos primeiros textos que vi, dizia o seguinte:

"Os médicos que tratam pacientes crônicos ou terminais sempre os ouvem perguntar: “Por que isso aconteceu comigo?” Esta é uma pergunta impossível de responder porque ela começa com um “porquê” e não “como”. O “Como” é respondido pela ciência, enquanto o “por que” parece procurar uma explicação religiosa."

Li isso e lembrei de uma história que uma colega me contou.

Em uma entrevista que a atriz Aracy Balabanian deu ao programa Mais Você, ela contou que, em 1994, ela perdeu todos os seus pertences por conta de um incêndio que aconteceu em seu apartamento. Nessa momento onde "as coisas não faziam sentido", a atriz Nair Belo disse a ela que, quando perdeu o filho em um acidente, perguntou a Chico Xavier por que isso havia acontecido com ela. E ele respondeu:

‘por que não com você?’.

Essa pergunta mudou a vida dela.

E ai me reconectei com o poder das perguntas. Talvez, o mais coerente é evitar a pergunta "Por que isso tinha que acontecer?".

Essa pergunta doi.

E só o tempo vai nos permitir respondê-la.

A curto prazo, sempre queremos respostas. Porém, algumas só vêm no longo prazo.

Aceite. Não oponha resistência.

Nos últimos tempos (vide este texto e esse), tenho me conectado muito com essas certezas, por conta do que a vida tem me ensinado.

Esse texto, assim como todos os outros, é um lembrete para mim também.

Como me faltam palavras, optarei por terminar este texto por aqui.

Gratidão! (Lá no fundo, precisamos agradecer. A gratidão nos conecta com a certeza de que, mesmo sem parecer ter uma lógica, existe algum significado em tudo o que aconteceu).

#ForçaChape

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Ana Luisa Almeida
Aprendiz da vida e da engenharia. Idealizadora do Projeto "O que aprendi na Engenharia". Jovem Ponte, Engenheira Química formada pela UFBA, atuando como Engenheira Trainee na Kordsa Brasil. Nascida para espalhar sorrisos e gratidão ao redor do mundo, com o Coração sempre no ritmo #GoGoGo.

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