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Não há necessidade alguma em se preocupar. Chegou a hora de aprender essa lição, definitivamente.

E ai leitor(a),

Como vai?

Descansou nesse feriado de 15 de novembro? Espero que você tenha tido o mesmo privilégio que eu, que pude desfrutar de um feriadão de sábado a terça, descansando (no local onde estagio, a folga do mês ficou na segunda, então, foram 4 dias inteiros podendo cuidar do meu físico e emocional).

Só que assim, esse feriadão foi diferente. Em anos, foi o primeiro feriado que eu não passei estudando. Foi o primeiro feriado que eu não fiquei ansiosa, preocupada com o que tinha que entregar/estudar. Te confesso que até chegou a ser um pouco estranho...

Eu tinha planejado outro tema para este texto, mas tive umas reflexões nesse feriadão que eu queria compartilhar contigo. E assim farei.

Estudar Engenharia Química diante do modelo de ensino superior brasileiro me viciou a viver preocupada, a tal ponto que, agora, por não ter com o que me preocupar em relação à graduação, meu subconsciente não entendeu isso ainda.

Durante esse feriadão, tiveram 3 noites que eu tive pesadelos com a Universidade. Sonhos intensos, que me fizeram acordar cansada de tão reais que pareciam ser.

Na primeira noite, sonhei que estava formando e que precisava de ponto na matéria que perdi (mas passei depois de rever alguns pontos da correção do professor - aprendi muito com essa história e te contei os aprendizados aqui). Na segunda noite, acordei inconformada por lembrar que existe um professor que abusa do poder na Universidade e que se mantém lecionando, pois somos reféns dele e eu, particularmente, tenho medo de denunciá-lo e haver represália com os alunos que vão pegar a disciplina agora. Eu realmente não sei a quem recorrer... Na noite seguinte, sonhei que eu ia perder por falta em uma matéria, então, eu comecei contando quantas faltas eu tinha na disciplina. Esse pesadelo foi insanamente real, sério.

Depois que passou essa sucessão de sonhos, eu comecei a refletir qual mensagem/aprendizado a vida queria me dar com tudo  isso.

E ai, acabei fortalecendo em mim algo que eu já havia diagnosticado: nesses anos de Universidade, eu desenvolvi uma mania de sempre me preocupar...

Quando meu orientador do meu TCC estava tranquilo, eu me preocupava com isso. "Não é normal um professor ser sereno... Algo de errado tem ai..."

Se eu fosse para uma última prova precisando de poucos pontos, eu já me preocupava, pois achava que podia ficar nervosa na prova e não conseguir os poucos pontos que precisava.

Se eu faltasse algumas aulas, eu já me preocupava em perder na disciplina por falta.

Enfim, eu fui alimentando essa necessidade de, em absolutamente tudo que fosse relacionado à graduação, eu tinha que me preocupar. Em tudo da minha graduação eu comecei a adicionar doses de ansiedade e medo. Isso intoxicou minha mente a ponto que, hoje, por já estar afastada do meio acadêmico, meu subconsciente traz à tona preocupações desnecessárias pelo mal hábito que criei.

Neste último semestre, em especial, eu dei permissão para que minha mente se intoxicasse com pensamentos muito nocivos e agora eu preciso reverter esse quadro, que não é nada sadio. Eu preciso romper algumas generalizações e distorções que instaurei na minha mente. Nesse ponto, a Programação Neurolinguística, através da abordagem dos metamodelos, será uma ferramenta que utilizarei bastante.

E eu quero te convidar a estar comigo nessa também.  Gentilmente, comece a reparar quais pensamentos você tem alimentado. Se de alguma forma você notar que tem dado atenção a um padrão de pensamento tóxico, mude suas perguntas. Questione: "o que especificamente te traz essa preocupação?".  Se sentir vontade, pode conversar comigo no meu perfil pessoal do facebook ou deixa um comentário abaixo, que eu vou te responder.

Não permita que estar preocupado (a) seja uma constância em sua vida. Esse não é nosso estado natural.  Vivemos impermanência, logo, tudo passa nessa vida. O bom ou ruim. Tudo passa.

Não há necessidade alguma em se preocupar.

Chegou a hora de aprender essa lição, definitivamente.


Gratidão!


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Ana Luisa Almeida
Aprendiz da vida e da engenharia. Idealizadora do Projeto "O que aprendi na Engenharia". Jovem Ponte, Engenheira Química formada pela UFBA, atuando como Engenheira Trainee na Kordsa Brasil. Nascida para espalhar sorrisos e gratidão ao redor do mundo, com o Coração sempre no ritmo #GoGoGo.

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