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"É melhor sofrer a dor da disciplina do que a dor do arrependimento"

Não sei se reparou, mas, nos últimos meses, apesar de ter falado nas redes sociais sobre o livro que fiz, eu escrevi pouco aqui no blog. Se eu escrevi um texto por mês, estamos falando de uma média até alta. Eu não deixei a bola cair, mas fiquei que nem aqueles jogadores de futebol que já estão cansados, precisando ir para o banco, mas não podem ir, porque sabem da responsabilidade que possuem. Eles são peças chaves, que precisam estar focados ali para que o jogo desenvolva bem.

Eu vivi um pouco assim nos últimos meses.

Tinha dias que o que eu mais queria era que me tirassem do jogo. Eu queria passar um tempo no banco para descansar, mas eu não tinha essa opção. Eu precisava estar no jogo e, mais, eu precisava golear o time adversário.

Nesses últimos meses, eu entendi o poder da disciplina. Eu entendi o poder do comprometimento.

Em junho de 2016, na hora de me matricular, eu decidi que eu ia terminar a minha graduação neste último semestre.

"Ana, você é doida..." - Muitos me disseram isso, diante do tanto de matéria que eu tinha que pegar. Mas pouca gente me perguntou se eu tinha certeza disso. Para aqueles que me perguntaram, minha resposta sempre foi um convicto SIM.

Eu gosto muito de pensar antes de tomar algumas decisões na minha vida e, dentro da engenharia química, eu acabei adotando uma cautela maior ainda nas minhas decisões por conta do impacto que esse curso trouxe para a minha qualidade de vida.

Muitos me chamavam de doida porque eu decidi pegar 6 disciplinas (incluindo a criação de um TCC, saindo do zero), conciliando com o estágio (onde eu acordo 5 da manhã, viajo até o Polo de Camaçari e só retorno para Salvador lá para as 15 horas). Eu decidi pegar disciplinas difíceis, uma até com professor que abusa do poder (tema de um futuro texto), para finalizar esse curso.

Eu pensei bastante sobre isso e decidi que tentaria me formar.

"Decidi que tentaria"

Aqui começa um grande aprendizado que tive nesses últimos meses.

Quando eu encontrava as pessoas e elas perguntavam da formatura, eu falava que "tentaria me formar naquele semestre".

E foi ai que eu descobri  o quão nociva essa palavra "tentar" pode ser em alguns contextos.

Enquanto eu dizia que eu "tentaria me formar", eu me mantive em uma zona de conforto. Lá no fundo eu ainda pensava: "vou tentar, se der alguma merda, eu tentei". Porém, enquanto eu conjugava o verbo "tentar", eu não me comprometia com minha formatura de fato. Enquanto o "tentar" acompanhava minha fala, eu não tinha a disciplina necessária para superar o semestre que eu me propus a fazer.

Até que eu decidi  - definitivamente - que iria participar da solenidade de formatura.

Lá no fundo, fazer uma solenidade é mais um sonho da minha família do que meu mesmo, mas eu fiz isso como uma estratégia. Quando eu assinei o contrato e sabia do valor que eu precisava pagar para participar dessa solenidade, quando comecei a tirar as fotos do convite, meu discurso mudou.

Eu parei de usar o "tentar".

"Eu vou me formar"

Esse passou a ser o meu discurso.

O que mudou de uma hora para outra?

Na hora que eu assinei o contrato da solenidade e me comprometi com isso, eu só tinha duas opções: passar em materiais ou passar em materiais. Fazer o TCC ou Fazer o TCC. Passar em todas as matérias ou Passar em todas as matérias.

Eu sai do estado de tentativa (aceitando a perda) para o estado de comprometimento (onde vencer era minha única opção).

Eu cheguei a escrever nos azulejos do meu banheiro a seguinte frase:

"Melhor sofrer a dor da disciplina do que a dor arrependimento"

"Melhor sofrer a dor da disciplina do que a dor arrependimento"

Não conheço o autor dessa frase, mas foi nessa mensagem que eu me conectei nos últimos meses. Todos os dias, ao acordar, eu me lembrava dessa filosofia que adotei neste final de curso.

"Melhor sofrer a dor da disciplina do que a dor do arrependimento"

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Eu preferi sentir uma dor, que me levaria até os meus objetivos, através da disciplina do que postergar uma dor, sentir prazer agora e, no futuro, sentir a dor do arrependimento. E isso faz muito sentido para muita coisa que a gente faz na vida...

Os últimos meses não foram fáceis para mim. Nos próximos textos, eu vou entrar em detalhes sobre alguns pontos que me marcaram bastante neste último semestre na Universidade. Muita coisa aconteceu. Eu aprendi bastante.

Tomar a decisão de me formar agora exigiu de mim um comprometimento intenso e verdadeiro.

Se tem algo que você tem postergado em sua vida, tome a decisão de se comprometer de verdade com isso.

Prefira a dor da disciplina do que a dor do arrependimento. Mesmo sabendo que as perdas fazem parte da nossa vida, evite que elas sejam uma opção para você.

Se prepare o máximo que puder para o jogo. Entre nele e não se contente em jogar apenas alguns minutos. Tenha gana até o último segundo, tente fazer gols, respeite seus limites, só não deixe seu cansaço falar mais alto do que você é realmente capaz.

Nos últimos meses, eu compreendi de forma extremamente prática o quão capazes nós somos. Se você acredita que você é capaz, você é capaz.

Torne a excelência seu alvo. 

Viva o poder do Comprometimento...

O que você precisa fazer hoje?

Tenha comprometimento com isso.

Comprometa-se com seus objetivos.

Tenha comprometimento com você mesmo.


Gratidão!


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Ana Luisa Almeida
Aprendiz da vida e da engenharia. Idealizadora do Projeto "O que aprendi na Engenharia". Jovem Ponte, Engenheira Química formada pela UFBA, atuando como Engenheira Trainee na Kordsa Brasil. Nascida para espalhar sorrisos e gratidão ao redor do mundo, com o Coração sempre no ritmo #GoGoGo.

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