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Desde que eu entrei na Universidade, eu reflito sobre isto...

Excetuando o meu primeiro semestre, onde eu assistia todas as novelas da globo e "todo mundo odeia o cris", eu sempre estive muito ocupada enquanto estive na Universidade. E antes que eu aponte o fato de que a carga horária das nossas Universidades é absurdamente elevada, eu reconheço que "viver ocupada" foi escolha minha.

Foi escolha minha conciliar uma graduação em Engenharia Química com Empresa Júnior, organização de eventos, cargo de blogger em startups, Liga Universitária de Empreendedorismo, Estágio e por ai vai.

Se teve um dia que eu não tive tempo para mim, a responsabilidade foi toda minha.

Assim,  eu conclui que, se a gente vive ocupado e não tem tempo, a responsabilidade é toda nossa. Isso é questão de prioridades, que a gente que determina.

Inevitavelmente, em alguma fase da vida, a gente vai precisar se ausentar de alguns momentos importantes para ter disciplina e fôlego em nossos projetos, mas vou te dar uma dica preciosa: ao definir que você vai sacrificar um determinado período da sua vida, que você tenha datas de início e fim deste período bem determinadas. E vou além, tenha bem claro o por quê desse período de ausência e sacrifícios. Você precisará ter essa clareza para que possa manter a disciplina.

Estar na Universidade foi um momento de muitas renuncias para mim. Em alguns momentos, isso me adoeceu, eu confesso, mas eu preferi deixar a dor da disciplina ser mais latente em minha vida do que a dor do arrependimento.

Eu entrei na UFBA em março de 2011, ou seja, minha formatura estava prevista para o final de 2015. Assim, eu tinha em minha mente que eu sacrificaria esses 5 anos da minha vida, com menos lazer e etc, para concluir a faculdade com êxito. Acabou que como eu fiz 1 ano de intercâmbio, eu me permiti estender esse período  de faculdade até o final de 2016. Só que eu não contava com algo: em meados de 2015,  a UFBA entrou em greve. Quase 5 meses sem aula, o que culminou no fato de que, no ano de 2015, eu só cursei 1 semestre.

Com a greve e o atraso de um semestre, se eu mantivesse meus planos, eu só me formaria em meados de 2017. E eu tive bastante relutância em aceitar isso. Eu não queria me permitir sacrificar mais 6 meses da minha vida, porque abrindo o jogo para você: a Universidade foi uma vivência tão intensa, que se eu pegasse apenas uma disciplina, eu sei que não teria tempo para mim. Eu criei o mindset de que estar na Universidade era estar em correria, estar ocupada. Era não me priorizar. Então, fui louca, como muitos me disseram que eu era (rs), e fiz três semestres em um (esse é assunto de um próximo texto). Fiz tal loucura para garantir que meu período de sacrifícios e renuncias chegaria ao fim de 2016, que nem eu planejei após voltar do intercâmbio. Eu me recusei ter mais 6 meses de menos tempo comigo mesma e com quem eu gosto.

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E algumas lições que eu tirei de tudo isso:

  1. O tempo que você se dedica a algo é questão de prioridade. Eu compreendi que a UFBa se tornou minha prioridade máxima, a ponto de me fazer compreender que, mesmo que eu pegasse poucas matérias, só pelo fato de estar lá dentro, eu já entendia que eu não tinha tempo para mim, logo, preferi pegar muitas matérias e terminar o curso imediatamente para poder me dedicar a mim mesma, ao que/quem eu gosto. Com certeza, esse foi um mindset nocivo que eu instalei em minha mente, então, vale a pena refletir também: O que você tem priorizado em sua vida? Isso que determina o quão ocupado(a) você estará. Se está te faltando tempo para realizar aquilo que gosta, observe suas prioridades.
  2. Agora saio da UFBA e sei que mais desafios virão, sei também que existirão outros momentos de sacrifício. A jornada em busca dos nossos sonhos consiste nesses momentos também. Mas como te disse antes: entre nessa zona de sacrifício, sabendo quando começa e quando termina. Essa determinação de prazo te dá foco e é um lembrete importante de que nossa vida não se resume a isso.
  3. Enquanto estive na Universidade, eu não me priorizei e esse foi um aprendizado importante. Mesmo quando estiver se sacrificando por algo, não esqueça de você. Ter um tempo seu é mais que importante, é imprescindível.

Por que vivemos sempre ocupados e não temos tempo?

Porque a gente prioriza viver assim.

Se refizermos nossas prioridades, com certeza, essa pergunta deixará de ser feita.


Com essa eminência de saída da UFBA, esse é o primeiro texto, desde que comecei este projeto, que escrevo sem me culpar por estar escrevendo ao invés de estar estudando. Você nem imagina de que forma isso está se repercutindo na minha saúde mental...

Gratidão pela sua companhia até aqui! Prometo que, a partir de agora, mais conteúdo será gerado.

Terei tempo para isso.

Essa será minha prioridade.

Gratidão!


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Ana Luisa Almeida
Aprendiz da vida e da engenharia. Idealizadora do Projeto "O que aprendi na Engenharia". Jovem Ponte, Engenheira Química formada pela UFBA, atuando como Engenheira Trainee na Kordsa Brasil. Nascida para espalhar sorrisos e gratidão ao redor do mundo, com o Coração sempre no ritmo #GoGoGo.
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