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"Faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço." - E, assim, vivemos a incoerência em nossas Universidades (e em nosso País!).

Toda semana eu estou publicando gratuitamente um novo capítulo do livro "o que aprendi na engenharia", mas, nessa semana, minhas aulas na UFBA voltaram. E ai não tem jeito, é muita inspiração!! Precisei escrever este novo texto. Assim,  queria te pedir licença, para hoje, falarmos sobre a incoerência. Tudo bem?

Vamos lá,
Para você, o que é a incoerência?

Na minha visão de mundo, incoerência pode ser definida por duas situações que vivenciei, essa semana, dentro das salas de aula da minha Universidade:

- Primeiro, tive o desafio de prestar atenção em uma aula conduzida com transparências. Para os mais novos, que muito provavelmente  não sabem o que são transparências, seguem algumas fotos, rs:

As transparências...

 

O projetor das transparências...

Já dá para sentir que as transparências não são o melhor recurso visual que temos...

E,  acredite, as transparências dessa aula são cheias de texto. É texto pra caramba! Chega a cansar a visão...

Ao longo da última aula dessa disciplina, o professor trouxe um conselho:

"Pessoal, nunca façam isso que estou fazendo agora. Não apresentem um material assim, cheio de texto! Coloquem em tópicos...
Etc...
Etc..."

"Que incoerência!", foi o que pensei imediatamente .

Se esse não é o modelo de aula que você deseja que seus alunos reproduzam, ao menos, seja coerente. Faça aquilo que você fala.
Isso para mim é coerência.

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- A segunda situação de incoerência na sala de aula, eu descrevo abaixo.
O dia tinha sido cheio, já estava me sentindo cansada. Entrei na aula e comecei a mexer no meu celular... Abri o bloco de notas e fui escrever um texto que tive vontade de criar.

Alguns minutos depois, lembrei do pedido que o professor fez na primeira aula: não usar o celular em sala, já que ele avaliaria os alunos por isso. Ai decidi guardar o celular. Se era uma regra, acreditava que valia para todos.
Mas foi eu guardar o celular que o professor interrompeu sua fala e pegou o celular dele... Assim, no meio da aula.
Mexeu, mexeu, mexeu.
Deu um sorrisinho e justificou suas razões para o uso.

A justificativa eu compreendi, não o ato.

"Que incoerência!", foi o que pensei imediatamente.
Se meus alunos não podem usar o celular (independente das razões deles), eu, como professora, também não posso (independente das minhas razões). Na minha visão de mundo, isso é coerência.
Na mesma hora, tirei meu celular do bolso e voltei a escrever meu texto.
Afinal de contas, eu acho que a vida é isso (ou pelo menos deveria ser):

Se você flexibiliza para um, tem que flexibilizar para todos.

Eu aprendi sobre coerência quando participei da empresa júnior do meu curso. Quando me tornei uma liderança da empresa, eu percebi que se eu queira que todos fossem para a direita, não bastava eu apenas apontar para a direita e depois decidir para onde eu iria. Eu precisava dar o primeiro passo, ir para a direita.  Não precisava falar, meu exemplo trazia a coerência entre meus pensamentos e atos.

"A palavra convence, o exemplo arrasta", simples assim.

Eu tenho certeza que todos nós estamos suscetíveis a vivermos a incoerência em algum momento das nossas vidas, mas precisamos chamar a consciência quando isso acontecer. É fundamental termos coerência entre o que somos, queremos e fazemos.

Quando eu crio este texto aqui, eu não o escrevo para apontar meu dedo para os meus professores e julgá-los como incoerentes. Eu apenas estou tentando implantar uma consciência (em mim e na humanidade) sobre a importância de termos coerência naquilo que somos e fazemos. Se assim não for, nunca teremos a Universidade que queremos. E vou além, não teremos o país que desejamos.

Se você diz "não faça", acredite nisso, viva isso.

Se você diz "faça", acredite nisso, viva isso.

A nossa incoerência (na sala de aula e fora dela) resulta na corrupção que nosso país vive há tanto tempo. Se eu furo a fila da cantina ou colo na prova, é incoerente eu pedir por um país sem corrupção.

Se eu não vivo isso no meu dia a dia, como posso exigir?

Esse texto é um chamado que eu faço para você (e para mim, óbvio) para prestarmos atenção se o que acreditamos condiz com nossas ações, seja na sala de aula ou fora dela.  Afinal de contas, isso tudo se repercute  na realidade do nosso país.

Por exemplo, eu nunca vou te dizer para não usar o celular em sala de aula! No dia que eu fizer isso, pode reclamar comigo, pois estarei sendo incoerente. Afinal de contas, eu acabo de finalizar esse texto, no bloco de notas do meu celular, em uma das minhas aulas (se isso é certo ou errado, a gente conversa em um próximo texto, rs... eu já refleti sobre isso!).

Gratidão!

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Ana Luisa Almeida
Aprendiz da vida e da engenharia. Idealizadora do Projeto "O que aprendi na Engenharia". Jovem Ponte, Engenheira Química formada pela UFBA, atuando como Engenheira Trainee na Kordsa Brasil. Nascida para espalhar sorrisos e gratidão ao redor do mundo, com o Coração sempre no ritmo #GoGoGo.

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