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Como eu te disse, estudar engenharia química na UFBA era um dos maiores sonhos da minha vida. E quando isso se realizou, o sonho virou um pesadelo.

Talvez você me questione:

Mas, Ana, o que mudou de uma hora para outra?

Eu mudei. Eu deixei que as circunstâncias falassem mais altos que meus objetivos. Eu me intimidei por professores com ego inflado. Eu me decepcionei com a burocracia da Universidade. Fiquei triste com o fato de que minhas expectativas não foram atendidas. Eu culpei tudo e todos. Eu fui vítima.

Afinal de contas, adotar o estado de vítima é isso: não reconhecer a sua responsabilidade perante as circunstâncias da vida. Em estado de vítima, você se coloca em posição de observador, você não se mobiliza para mudar a sua realidade.

A virada que tive na minha graduação começou quando eu participei da Jornada Alavanca, quando eu voltei do intercâmbio. Em uma das vivências que tive na Jornada, eu conheci os conceitos de vítima e líder. Neste momento, o coach que liderava a dinâmica me chamou para fazer algumas perguntas. Nesse instante, eu comecei a perceber que, se eu não mudasse, minha Universidade nunca mudaria e eu sempre estaria reclamando, sem agir para melhorar a situação.

Se eu queria mudar o modo como eu estava me sentindo, eu precisava agir. Eu precisava reconhecer minha responsabilidade diante daquela situação. Eu precisava ser Líder.

No semestre que começou após a Jornada, minha universidade continuava a mesma, meus professores continuavam os mesmos, mas eu era uma nova pessoa.

Ao invés de reclamar, eu sempre perguntava a mim mesma:

“O que posso fazer para melhorar/mudar essa situação?”

Ai comecei a ser líder.

Conectei-me com uma incomodação que se tornou combustível para a ação. Assim, tive disciplina para começar o projeto “o que aprendi na engenharia” e passei a transformar minhas reclamações em fontes de inspirações que mobilizam pessoas a agirem e darem um novo rumo para a educação superior no Brasil.

A frase “Seja a mudança que você deseja ver no mundo” é atribuída a Mahatma Gandhi e, para mim, é uma das melhores descrições do que é adotar a posição de líder.

Se você quer mudança, você precisa sê-la, sem mais. Reclamar só traz energias de baixas vibrações e te conduz a um estado de vítima e inércia. Agir traz energias elevadas e te leva para um estado de líder e isso que faz toda diferença.

No espetáculo da vida, você pode ser apenas um espectador ou simplesmente o escritor da peça. Qual é sua escolha?

Enquanto eu estive como espectadora da minha vida, as precariedades do sistema de ensino superior brasileiro me machucaram. A minha auto estima se destruiu, eu estive à beira de uma depressão. Estar na plateia é confortável por nos manter numa zona de conforto, mas é doloroso. Às vezes, a peça pode tomar um rumo que você não deseja e, nessa posição, você não tem como mudar o final da história. Você só vai reclamar… “Devia ter sido assim”...

Quando você escreve a peça, pode haver até algumas dificuldades no processo de criação, mas você que está no comando da história. As circunstâncias não te afetam, você segue em frente, você está no comando. Dá trabalho? Dá! Mas você está escrevendo uma história que faz sentido para você, que tem significado.

Ser espectador é ser vítima, ser escritor é ser líder.

Quando você coloca uma cenoura em uma água quente, o que acontece com a mesma? A água continua a mesma, enquanto a cenoura amolece, ou seja, o meio onde ela está inserida interfere na essência dela. Agora, observe o café. Quando você coloca pó de café em água quente, os grãos de café continuam os mesmos e se espalham no meio, dando uma nova característica à água (a cor preta). Ou seja, o café não se afeta pelas circunstâncias do meio que se submete, pelo contrário, ele deixa uma marca no meio que passa.

Diante da água quente, Ser cenoura é ser vítima, ser café é ser líder.

Com estas metáforas, eu consegui te fazer entender o que é ser líder e vítima?

Se sim (e assim espero), eu preciso que você avalie agora qual tem sido o perfil que você tem adotado na sua vida e na sua graduação/no seu trabalho.

Você tem apenas reclamado?

O que você tem feito para mudar as situações que te incomodam?

O quanto as circunstâncias interferem no seu desempenho?

Cruzar os braços diante das dificuldades é uma atitude mais fácil, mas não nos leva para onde queremos ir. É duro te dizer isso, mas é a verdade.

Seja líder. Se você tem estado em posição de vítima, eu te convido a reverter esse quadro. Na jornada em direção dos seus sonhos, você precisa mudar esse mindset. Se você se mantiver como vítima, em breve, você vai estagnar. Afinal, a vida tem suas nuances e às vezes nos coloca em momentos bastante difíceis. Enquanto vítima, você não vai despertar as forças que você tem para superar esse momentos.

Se você for líder, você vai entender o quão importante é passar por esses momentos difíceis e vai estar sempre em ação, superando a dor, em breve.

Quando eu me tornei líder, eu ressignifiquei toda minha graduação. Dei um novo significado à minha vida. Passei a viver em ação e respirando mais gratidão, entendendo que tudo acontece para nosso bem. As circunstâncias pararam de ser determinantes em minha vida. Faça chuva ou faça sol, eu estou firme e forte na missão!

É isso também que desejo a você....


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Ana Luisa Almeida
Aprendiz da vida e da engenharia. Idealizadora do Projeto "O que aprendi na Engenharia". Jovem Ponte, Engenheira Química formada pela UFBA, atuando como Engenheira Trainee na Kordsa Brasil. Nascida para espalhar sorrisos e gratidão ao redor do mundo, com o Coração sempre no ritmo #GoGoGo.

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