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Qual é o sentido mesmo?

Você já se fez essa pergunta?


Eu quero te contar detalhes de tudo  que tem transformado minha vida.

Mas, antes disso, eu preciso me apresentar direito.

Eu sou Ana Luisa Almeida e no momento que escrevo este livro eu tenho 22 anos.

Eu sai de uma cidade próxima a Salvador - Feira de Santana -  onde morei por 17 anos da minha vida, para vir estudar Engenharia Química na Universidade Federal da Bahia.

Vim realizar um sonho.

Um sonho que, em  determinado momento, virou um pesadelo e me promoveu um dos momentos de mais crescimento na vida.

Existe um famoso discurso de Steve Jobs na Universidade de Stanford que ele diz que as dores que ele passou na vida foram os remédios que ele (o paciente) precisava. E a mesma coisa aconteceu comigo.  Enquanto eu sofri, eu não enxerguei significado na dor que vivi. Mas, mais lá na frente, eu percebi que era isso que eu precisava para ser melhor na vida. Aprendi a exercitar a gratidão até mesmo nesses momentos.

A dor que me acompanhou na Engenharia se agravou quando eu estava no meio do curso, mas a mesma começou já no primeiro semestre.

Eu tive bastante dificuldades em lidar com o fato de que poderia ser que mesmo estudando para uma prova, eu poderia tirar uma nota ruim. Na Universidade, já no início da graduação, eu tirei notas que a Ana que eu fui no Ensino Médio jamais imaginaria. E isso doeu.

Doeu porque por muito tempo eu acreditei que notas eram excelentes indicadores de quão bem sucedida eu era na vida. Assim, comecei a estabelecer a crença de que se eu estudava e tirava notas ruins é porque eu era “burra”, não era capaz. Reforçando essa crença várias vezes em minha mente, eu acabei desenvolvendo o que mais tarde eu descobriria que se chama de “Desamparo Aprendido”.

De acordo a um dos meus maiores mentores na vida (rs), o Tony Robbins, o Desamparo aprendido se configura em convicções que, após referências de dor e fracasso, você começa a achar que não há nada que possa fazer para superar esse estado. Você começa a achar que seus esforços são inúteis e desenvolve um desânimo terminal.

E foi isso mesmo que começou a acontecer comigo. Eu passei a crer que não adiantava estudar, achava que eu ia perder de qualquer jeito. Me entreguei à onda destruidora do Desamparo Aprendido.

Ao perceber como isso se agravou em minha vida, e depois de descobrir que não era só eu que vivia isso na Engenharia, eu fui fazer algumas pesquisas na internet e descobri um experimento que explica como funciona o Desamparo Aprendido no cérebro.

No experimento, o psicólogo Martin Seligman, da Universidade da Pensilvânia, colocou dois grupos de cachorros em jaulas diferentes. O primeiro grupo foi para uma jaula onde o chão estava conectado a uma corrente elétrica, que disparava pequenos choques incômodos e de baixa intensidade, em intervalos regulares de tempo. O segundo grupo foi para uma jaula semelhante à primeira, mas que continha um artefato onde os cães podiam desmontar o sistema que provocava os choques.

Após se adaptarem às circunstâncias das jaulas — o primeiro grupo precisou se acostumar com os incômodos , enquanto o segundo grupo conseguia desligar os choques — os cachorros foram transferidos para jaulas com o mesmo sistema de choques, mas com barreiras baixas, onde qualquer cachorro poderia pular e ficar livre.

O primeiro grupo — que precisou se acostumar aos choques — simplesmente não saiu da jaula, enquanto o segundo grupo — que conseguia desligar os choques — pulou a barreira facilmente para se livrar do incômodo.

Os resultados deste experimento nos mostram que, como o primeiro grupo já havia se acostumado com o fato de que não tinham como se livrar dos choques, eles criaram a convicção de que já não havia mais solução para o problema que enfrentavam, mesmo quando eles estavam em um ambiente totalmente favorável a ficarem livres dos choques.

Ao vivenciar o Desamparo Aprendido, você começa a alimentar convicções de que “Não há nada a fazer”, de que “Nada do que eu faço dá certo” ou que “Não adianta tentar”. E ao alimentar esses pensamentos tóxicos, você começa a entrar em um estado depressivo, onde você se vê de mãos atadas.

O que então precisa ser feito?

Você precisa começar a mudar suas crenças.

Acreditar que as circunstâncias não têm o poder de moldar quem você é.

Quem você é e o quanto é capaz é decisão exclusivamente sua.

Em 2013, no auge do meu Desamparo Aprendido, mesmo envolvida na Empresa Júnior do meu curso, onde tive experiências incríveis e conheci meus melhores amigos, eu comecei a questionar o que é que eu estava fazendo naquela graduação. Eu não tinha ânimo algum para levantar da cama. Depois que li o livro “A tríade do Tempo” do Christian Barbosa, eu sempre me perguntava:

Qual é o sentido mesmo?

Eu me imaginava indo para aulas insuportáveis, que eu realmente odeio, onde o professor protagoniza um monólogo e, cheio de ego, pratica terrorismo com seus alunos. Eu comecei a questionar isso. Me incomodava bastante.

Comecei a acreditar que exercer o papel de engenheira química, trabalhar numa indústria, por exemplo, seria um pesadelo. Deveria ser tão chato quanto o que aquelas pessoas eram.

E eu perdi minha auto estima. Todos passaram a ser melhores que eu. Mas não só isso, eu me via como a pior pessoa do mundo, um lixo, sem qualidade e potenciais nenhum.

Sobre esse ponto, eu admito que, por mais que eu esteja mais conectada comigo mesma, eu sinto que minha auto estima precisa se elevar ainda mais.  A UFBA, mais precisamente os professores do Departamento de Engenharia Química, destroçaram minha auto estima (através da minha permissão também, óbvio). Eu realmente passei a desacreditar em mim.

E em toda essa dor, eu pensei em mudar de curso.

“Vou fazer Engenharia de Produção ou Administração” - eu pensei.

Acreditava eu que essas seriam as duas profissões que mais se aproximariam da minha vivência na Empresa Júnior, que era algo que eu realmente gostava. Comecei a pensar nisso, mas não tive coragem de levar isso para minha casa.  Afinal, por mais que minha família apoiasse a minha escolha pela Engenharia Química, sei que eles tinham outros planos para mim e, no terceiro ano do Ensino Médio, eu precisei convencê-los de que era realmente isso que eu queria. Não queria ter que chegar  em casa e dizer que havia me equivocado.

Assim, comecei a guardar toda essa tristeza comigo. Compartilhava com os meus amigos mais próximos da Empresa Júnior, mas nunca levei isso para casa. Nunca me abri com minha irmã ou minha mãe.

E esse foi um dos maiores erros que cometi.

Por conta disso, protagonizei um episódio que nunca vou me esquecer.

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Minha mãe veio de Feira de Santana a Salvador para nos visitar.  No dia seguinte, eu tinha uma prova.

Amanheceu e o despertador começou a tocar cedo, precisava levantar para ir fazer a prova. Mas, eu não sei explicar o que aconteceu. Meu corpo paralisou, eu não achava forças para levantar.

Eu comecei a chorar.

Uma bomba explodiu dentro da minha casa.

Minha mãe e minha irmã não entendiam o que estava acontecendo. Aos prantos, eu soluçava dizendo que não gostava do meu curso. Foi um choque, afinal, eu nunca havia compartilhado nada disso com elas.

Minha irmã começou a chorar também. Quando me viu naquelas condições, minha irmã insistia em dizer:

“Luisa, essa não é você. Você é uma pessoa determinada, que corre atrás dos seus sonhos.”

Minha irmã me lembrou do que a Universidade me fez esquecer. Eu me desconectei de mim. Eu já não era mais eu.

Na tentativa de me ajudar, minha mãe começou a pagar um tratamento com uma psicóloga. Confesso que a tentativa foi importante, mas eu não conseguia falar muito no consultório. Sempre tive dificuldades em me abrir e a escrita que tem me ajudado nesse ponto. Eu tenho conseguido externar muitos sentimentos por conta das palavras escritas. Você não imagina o quão desafiador seria te contar essa história oralmente, provavelmente, eu recuaria. Só a escrita me dá esse poder.

Mas então, fiquei indo para a psicóloga e abandonei as disciplinas daquele semestre. Larguei de mão, foi uma decisão difícil, mas era isso ou eu perderia minha saúde mental para sempre. Estar envolvida com a empresa júnior foi o que mais me ajudou.

Nessa dor toda, eu comecei vendo que vários colegas de salas e veteranos estavam fazendo intercâmbio através do Ciência sem Fronteiras. Eu nunca havia cogitado esta possibilidade, pois sou muito apegada à minha irmã (nós somos gêmeas :D) e eu acreditava que seria impossível viver 1 ano longe dela (e vice-versa).

Mas a vida nos provou que não era bem assim…

Eu estava tão triste que gostei da ideia do intercâmbio. Apesar de me separar dos meus entes queridos, eu comecei a entender que talvez essa fosse a oportunidade que eu tinha para me reconectar comigo mesma. Era a oportunidade que eu tinha para eu ratificar se era coerente me manter na Engenharia.

E, por incrível que pareça, mesmo sendo um desafio para nós duas, minha irmã foi uma das principais incentivadoras que eu tive.  Assim, eu encarei essa oportunidade.

Em janeiro de 2014, eu viajei para Swansea, no País de Gales, Reino Unido.

“País de Gales??

O que você foi fazer no País de Gales??”

É assim que muita gente reage quando eu conto onde eu morei durante 1 ano.

Foi sincronicidade. Era para lá que eu precisava ir.

Vou te explicar por quê.

Com dois dias na Universidade de Swansea, ao entrar na biblioteca, eu me deparei com um cartaz do tipo:

“Você se sente perdido(a)?

Não sabe qual rumo dar à sua carreira?”

Eu respondi sim a todas essas perguntas.

Ao final do cartaz, o convite:

Então venha conhecer nosso serviço de Coaching, etc.

Coaching?

Curioso!!

Não hesitei, simplesmente fui…

Dai em diante, esse era o principal tema das minhas buscas no Google, rs.

O meu foco em conhecer mais práticas de Desenvolvimento Pessoal ficou tão aguçado que acabei tendo oportunidades que foram bastante importantes para mim:

- Durante o intercâmbio, eu aproveitei vários workshops da Universidade sobre este tema e afins;

- Eu participei de um grande evento gratuito de Coaching em Londres, durante dois dias, promovido pela The Coaching Academy.

- Mesmo de lá de Swansea, através de um vídeo da TV UFBA que vi no Facebook, me conectei com a ideia da Alavanca Educacional de promovermos esses conhecimentos de Coaching e Programação Neurolinguística (PNL) aos Universitários brasileiros.

Tudo isso foi mágico.

E quando percebi, eu tinha mudado.

Eu estava me conhecendo melhor, eu já conseguia responder perguntas que me deixavam em conflitos internos quando não sabia respondê-las.

Eu já conseguia pensar em respostas para a pergunta que sempre me acompanhava:

“Qual é o sentido mesmo?”

Eu estava aproveitando mais a vida.

Voltei para o Brasil uma nova pessoa.

Ressignifiquei minha universidade. Reconstrui parte da minha autoestima, outrora totalmente destruída.

Em janeiro de 2015, assim que voltei do intercâmbio, participei de uma Jornada Alavanca, onde descobri mais técnicas e ferramentas do Coaching e da Programação Neurolinguística (PNL) que poderiam alavancar minha jornada acadêmica. A partir dai, ressignifiquei minha Universidade.

Durante o ano de 2015 também, fui Guia de Produtividade no Encontro dos Sonhos da Alavanca Educacional. Aprendi e vivi muito sobre o tema. E, no final de 2015, me tornei Practitioner em PNL.

Ainda neste mesmo ano, em junho de 2015, vivendo tudo isso, o Universo me deu a oportunidade de estagiar em uma indústria têxtil que fica localizada no Polo de Camaçari. E eu já tinha um plano certo: estagiaria durante 6 meses, que é o tempo de estágio que eu precisava para me formar, depois disso, eu ia sair. Eu tinha um mapa mental muito conturbado sobre a experiência prática na Engenharia. Eu pensava em me tornar Engenheira, mas não atuar na área. Eu tinha uma convicção distorcida por conta da minha vivência na Universidade. Meus professores não me mostravam muita prática e a teoria que apresentavam era sempre de forma tão chata para mim que eu me desmotivei fácil. Mas que bom que eu consegui esse estágio. Mudou toda minha percepção da área. Além de me encantar pela engenharia e pela qualidade de produtos e processos, eu comecei a usar meu conhecimentos de PNL, Produtividade, Coaching e Empreendedorismo lá dentro. Foi uma combinação sensacional e importante! Vou te contar mais detalhes sobre isso nos próximos capítulos.

Algo importante que eu não te contei ainda é que eu sempre amei escrever. E nesse processo de “renascimento” que eu tive, a escrita me ajudou bastante. Assim, seguindo minha paixão por escrever, em agosto de 2015, criei um texto chamado:

“Ao estudar engenharia, eu deixei de sonhar”.

Esse texto foi um divisor de águas em minha vida.

(Comentário aleatório.: Agora, escrevendo esse capítulo, me dei conta do quão o ano de 2015 foi especial. #Gratidão! :D)

Este texto viralizou, foi parar em vários blogs de sucesso. Ele teve milhares de compartilhamentos e ganhou repercussão nacional. Vários estudantes de Engenharia de todo o Brasil vieram me procurar no Facebook. Fiquei sabendo que a dor que eu achava que era só minha não era inédita a mim. Tinha muita gente sentindo isso também e encontraram estímulo em minhas palavras.

A partir dai, entendi minha missão aqui na Terra.

Eu compreendi, de uma vez por toda, qual era o sentido.

Qual é o sentido mesmo?

Achei a resposta:

“Ajudar estudantes de engenharia a realizarem sonhos, espalhando beleza, sorrisos e gratidão na Engenharia.”

Assim, desde de janeiro de 2016, passei a escrever o que eu venho aprendendo sobre Coaching, PNL, Produtividade, Empreendedorismo e que estão fazendo diferença em minha vida pessoal, estudantil e profissional. Me tornei uma graduanda em Engenharia que fala para estudantes de Engenharia o que eles não ouvem nas Universidades e que pode fazer uma diferença imensa na Jornada deles. Assim, criei uma publicação no medium.com, intitulada de “O que aprendi na Engenharia — Muito mais do que Limites e Derivadas, uma lição de vida.”. Toda semana passei a compartilhar conteúdo nesta publicação. E à medida que o tempo passava, comecei a ouvir vários feedbacks positivos sobre como minhas palavras estavam sendo fonte de força e motivação. Desse modo, decidi por ampliar esse projeto, criando um site especial para ele, e te confesso que, todos os dias, acordo desejando, do fundo do meu coração, que ele cresça ainda mais e alcance e impacte mais pessoas.

E está vendo eu te contar que eu ressignifiquei minha Universidade e minha futura profissão?

Está vendo que eu passei a usar ferramentas como o Coaching e a PNL para ter mais determinação nos meus sonhos e ações?

Conseguiu ver que eu mudei minha mentalidade?

Como fiz isso e o que eu aprendi é o que eu vou compartilhar com você neste livro.

Qual é o sentido mesmo (para você)?

Tenho certeza que agora você começa uma grande transformação.


E ai, gostou? 😉

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Gratidão!

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Ana Luisa Almeida
Aprendiz da vida e da engenharia. Idealizadora do Projeto "O que aprendi na Engenharia". Jovem Ponte, Engenheira Química formada pela UFBA, atuando como Engenheira Trainee na Kordsa Brasil. Nascida para espalhar sorrisos e gratidão ao redor do mundo, com o Coração sempre no ritmo #GoGoGo.

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