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Quando eu parei de querer ter mais produtividade, eu fiquei mais leve. Foquei no que exatamente eu conseguia executar.

Essa é uma história pessoal sobre produtividade e tenho certeza que muitos universitários brasileiros vão se identificar com ela.
Em janeiro de 2016, começou mais um semestre na minha Universidade. Conciliar 50 horas semanais entre estágio e aulas foi um dos maiores desafios da minha vida. Eu vivi em total esforço, pouca coisa fluiu de forma espontânea.

Por várias vezes, eu desejei ter super poderes. Diante de tantas atividades, coloquei na minha mente que eu precisava ser expert em Produtividade.
Nesse período, eu me envolvi mais com os estudos da Programação Neurolinguística e da Produtividade e decidi que eu precisava desvendar a fórmula mágica para ter uma vida mais equilibrada.
E quer saber a real?
Eu falhei.
Eu não descobri fórmula mágica nenhuma.
Afinal de contas, ela não existe.

Eu percebi que eu me envolvi com atividades que engessaram minha agenda. Afinal, elas não eram atividades, eram compromissos fixos, sem flexibilidade.
Das segundas às sextas, das 6 da manhã até às 14 horas da tarde, eu tinha um compromisso, sem possibilidades de encaixar mais nada nesse horário.
No resto da tarde, mesma coisa. Compromissos inflexíveis.

E ai, nessa loucura toda, veio um insight.

Eu sabia várias técnicas de produtividade, algumas até me ajudavam a desempenhar melhor minhas atividades nos compromissos que eu tinha, mas não adiantava ficar naquela busca louca por ser mais produtiva.
Eu escolhi ter uma agenda com menos flexibilidade e eu precisava aceitar isso. Quando tentava loucamente aplicar alguma técnica de produtividade, muitas vezes eu não conseguia aplicá-la porque era como se eu quisesse adicionar horas no meu dia para fazer muito nas pouquíssimas horas que eu tinha. Isso me trazia uma sensação de impotência bastante grande.
Todo dia parecia que eu tinha falhado.
A partir dai, eu mudei minha visão sobre produtividade.
Adaptei algumas técnicas à minha realidade e outras simplesmente abandonei.

Nesse texto, vou te contar 3 pequenas mudanças que me fizeram ter uma vida mais equilibrada diante da minha atual rotina e que me fizeram - decididamente - a parar de querer ter mais produtividade:

1- Abandonei a agenda.

Antes eu trabalhava com uma agenda onde eu a dividia em duas seções: Atividades e Compromissos. Na seção de compromissos, eu desenhava quadrinhos coloridos nos horários que eu tinha compromissos comigo mesma e terceiros. Na seção de atividades, eu colocava as atividades que eu queria/precisava fazer naquele dia e colocava uma faixa de tempo estimado para completar a atividade. A ideia era que os tempos estimados de atividades não extrapolassem o tempo que eu tinha disponível no dia para executa-las. Isso sempre funcionou maravilhosamente bem, até o semestre passado da faculdade.
No domingo, eu ia fazer minha agenda da semana, só que quando eu ia preenche-la, eu pintava mais quadrinhos de compromissos do que fazer qualquer outra coisa.
Minha agenda estava engessada, e eu comecei a perceber que fazer agenda estava começando a me deixar nervosa. Eu comecei a achar que eu já não tinha tempo para mais nada, só compromissos. Isso dava uma agonia sem tamanhos.
Assim, tomei uma decisão radical, que hoje vejo que foi certeira.
Eu abandonei a agenda.

2 - Passei a trabalhar com check-lists

Assim que abandonei a agenda, eu sabia que eu não poderia deixar de ter uma ferramenta que me auxiliasse, afinal, eu precisava ter um controle das atividades que eu devia executar (tinha muitos compromissos, mas ainda existiam atividades), então, achei no check-list uma solução suave. Colocava em uma lista  o que tinha que fazer durante a semana e ia executando dentre as minhas prioridades para o dia (falo mais sobre isso no próximo tópico), pronto, muito mais simples. Perdi aquela sensação de impotência que a agenda estava me proporcionando na minha atual rotina.

Para fazer check-lists, você pode contar com um caderno ou com a tecnologia, através de aplicativos como o Evernote e o Google Keep.

3 - Defini 3 big wins para o dia

Com meu check-list pronto, eu passei a determinar 3 atividades que eu devia realizar para ficar satisfeita com meu dia. Seguindo a inspiração do especialista em Marketing Digital, Conrado Adolpho, chamei essas atividades de big wins.  Passei a ter um big win no meu estágio, nos meus estudos e na vida, fechando 3 por dia.

O Conrado escreve post its com os big wins que ele tem no dia. Eu não uso post it, apenas mentalizo antes de sair de casa, quais são as minhas prioridades no dia. Simples assim.

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Essas três pequenas mudanças me tornaram mais produtiva do que todas as várias técnicas que eu conheço.

Só isso, mais nada.

Parei de querer ter mais produtividade e isso me deixou mais leve. Me fez focar no que exatamente eu conseguia executar.

E essa experiência toda me fez perceber que não adianta saber muito e querer aplicar tudo. Você precisa ser sincero com você mesmo, com as pessoas que te rodeiam e fazer uso daquilo que realmente dá para encaixar na sua rotina.
Tentar usar tudo que você vai aprendendo traz uma agonia muito grande. Você sempre se sente longe do "estado ideal".
Continue seu aprendizado, mas pare de querer (a qualquer custo) aumentar sua produtividade. Às vezes, pequenas ações já vão te levar para o estado que deseja.
Continue estudando para conhecer mais e ter insights do que faz sentido para você, mas pare de querer aumentar sua produtividade.
Não prego que você pare de zelar por uma vida mais equilibrada e produtiva. Longe disso. Peço apenas que você evite o excesso.
Usufrua da simplicidade e leveza.

Essas dicas fazem sentido para você? Me conta ai nos comentários o que tem te ajudado a ter mais qualidade de vida sem  precisar viver nessa corrida insana que eu estive para ter mais produtividade. O mais legal de escrever por aqui é me conectar com você e podermos trocas ideias, sugestões e opiniões. Vou esperar sua partilha! =D

Enfim, sobre Produtividade, conheça e aplique o que dá. Nada mais que isso. Caso contrário, você pode perder sua paz.
Eu quase perdi a minha, de verdade.

Gratidão!

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Ana Luisa Almeida
Aprendiz da vida e da engenharia. Idealizadora do Projeto "O que aprendi na Engenharia". Jovem Ponte, Engenheira Química formada pela UFBA, atuando como Engenheira Trainee na Kordsa Brasil. Nascida para espalhar sorrisos e gratidão ao redor do mundo, com o Coração sempre no ritmo #GoGoGo.

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