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Aparentemente, era mais um ônibus que eu perdia. Mas, na verdade, foi a metáfora perfeita sobre o que é resiliência.

Foi há praticamente 14 dias.

Eu já chegava perto do ponto quando o meu ônibus passou.

Eu corri. Eu tentei. Não pensei em desistir. Mas não consegui alcançá-lo.

Esforço em vão?

Eu decidi pensar que não.

"Nada é em vão..." - eu insistia em me convencer sobre isso.

Cinco minutos após essa "perda", imersa em meus pensamentos, outro ônibus, que seria útil para mim, passou no ponto.

Peguei e fui para casa, entendendo a metáfora que a vida acabava de me dar ali. Talvez você ainda não a captou, mas continue a história, você vai entendê-la.

Eu fui para o ponto, fugindo de uma aula. Quer dizer, fugindo das minhas emoções.

Era uma quinta, o professor dava o assunto que ia cair na prova do sábado,  que eu precisava tirar uma nota alta.

Mas eu não consegui permanecer ali. Uma agonia tomou conta de mim, comecei a me sentir mal, preferi sair para respirar.

E que bom que eu fiz isso... Foi ai que eu tive essa lição de que, realmente, nada é em vão. Lá na frente eu precisaria lembrar disso.

No sábado, fui e fiz a prova. Na primeira questão, a divisão na calculadora dava 0,4478, só que eu "comi" um 4 e transcrevi 0,478 para o papel. O raciocínio da questão estava todo certo, mas a resposta final estava errada porque cometi esse equívoco.

No gráfico, eu devia ter marcado a reta saindo da marca 0,4 no eixo y, marquei saindo de 0,6. Outro equívoco. Outro resultado final diferente.

Eu sai da prova e avisei a mim: eu vou perder nessa matéria. Me convenci que isso não era pessimismo, mas a realidade. Eu sabia que não ia conseguir tirar os pontos que eu precisava.

Eu necessitava tirar uma nota boa e acabei fazendo vários erros pequenos que, provavelmente, o professor não perdoaria.

Fui para casa convicta de que eu havia perdido esse ônibus.

O resultado sairia uma semana após essa prova.

E eu cheguei em casa tranquila e permaneci assim a semana toda.

Eu achei estranho. Eu não me reconheci. Geralmente, eu estaria desesperada, tornando essa "perda" como o "final do mundo", vivendo o Desamparo Aprendido. E foi ai que eu percebi que uma grande mudança se instalou em minha vida.

Eu mudei.

Acho que desde que comecei essa imersão em me conhecer melhor, usando a Programação Neurolinguística (PNL) e o Coaching como ferramentas,  muita coisa deixou de ter o peso que elas costumavam ter.

Porque, na verdade, na vida, não existe peso. Se você tem carregado muito peso, você precisa rever isso...

Eu confesso que fiquei tranquila sobre a  possibilidade de perder em uma disciplina, mas admito que eu fiz o seguinte questionamento várias vezes:

"Será que eu realmente estou tranquila, eu estou fugindo de algo que não desejo assumir?"

Para tirar essa dúvida, eu fui fazer o que mais gosto: Escrever.

E vou te dar essa dica também. Sempre que você se deparar com uma situação que te incomode, escreva.

Eu comecei colocando no papel tudo que vinha na mente:

O que eu perco ao não ser aprovada?

O que eu ganho com essa reprovação?

Quais aprendizados eu ganho a partir disso?

O que não posso repetir?

Quais estratégias preciso criar?

O que realmente eu desejo ao ser aprovada?

Por que não devo desistir?

Coloquei no papel todas as perguntas que eu sentia que eu precisava responder. Tentei deixar bem claro para mim tudo que poderia se tornar uma semente de incômodo. Encarei meus eventuais medos. Fique "frente a frente" com este problema. Preenchi duas páginas do meu caderno. A partir dai, eu fiquei extremamente aliviada.

Eu tirei de mim todo incômodo que, na verdade, nunca me pertenceu.

Segui tranquila até que chegou a data do resultado.

Hora de enfrentar a realidade que eu já sabia: eu perdi na disciplina.

Eu perdi esse primeiro ônibus.

O professor daria uma chance para reavaliar a prova na terça, dia 24/05, no mesmo dia que eu tinha uma viagem agendada faz um bom tempo. Tentei mudar a data da re correção com o professor, mas não tinha essa possibilidade.

Assim, fui na companhia área, paguei as taxas e mudei minha passagem.

Evitei desistir.

Não fui acreditando que eu conseguiria a aprovação, mas criei dentro de mim a certeza de que, desse jeito, eu teria tentado até onde eu conseguia. Que nem naquele dia que eu corri até o último segundo para pegar o ônibus que eu queria pegar. Não deu, mas eu tentei.

E eu fui conversar com o professor. Demorou para chegar minha hora, o tempo se arrastava, eu respirava, conversava, sorria, tentava dissipar qualquer ansiedade que existia em mim.

Até que chegou minha hora.

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Diálogos e mais diálogos. Entramos em acordo sobre  alguns pontos da correção.

Expliquei alguns detalhes, ele me explicou outros. Conversamos. Recebi alguns pontos.

E eu preciso te confessar que, antes dessa conversa, eu vivia dizendo que eu tinha escolhido a Faculdade errada. Eu dizia que meus professores eram Deuses (achava que eles se sentiam como se nunca errassem) enquanto eu era apenas humana (sim, eu erro).

Mas, depois desse professor, eu vou mudar esse discurso.

Ele me provou ser humano no momento que eu fui bastante sincera sobre minhas fortaleza, fraquezas e desafios durante o semestre e minha trajetória acadêmica. Ele me provou ser humano no momento que eu mostrei o quão humana eu sou e o quão eu estou suscetível a acertar e a errar.

Eu consegui a aprovação! (leia essa frase ouvindo fogos de artifício, rs)

Sabe aquele segundo ônibus que veio 5 minutos depois de ter perdido o primeiro?

Ele chegou.

A vida me deu a metáfora perfeita.

Que bom que eu evitei desistir.

Mesmo parecendo impossível, Tente! Corra atrás do que você realmente quer. Pode ser aquele ônibus que vai te levar para casa ou simplesmente seus sonhos. Não desista, Tente alcançá-los.

Porque, mesmo quando você aparentemente os perde, você não perdeu.

Sempre haverá uma nova chance e uma nova oportunidade que vão te fazer entender que "nada é em vão".

Hoje, mais do que nunca,

Gratidão!


E já que nesse texto eu falei sobre notas e estudos, vou te dar uma dica bem legal (e barata, rs)!

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Juntos na missão,

Ana.

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Ana Luisa Almeida
Aprendiz da vida e da engenharia. Idealizadora do Projeto "O que aprendi na Engenharia". Jovem Ponte, Engenheira Química formada pela UFBA, atuando como Engenheira Trainee na Kordsa Brasil. Nascida para espalhar sorrisos e gratidão ao redor do mundo, com o Coração sempre no ritmo #GoGoGo.

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