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Essa pergunta pode até ser clichê, mas foi a resposta que dei a ela que moldou a maioria dos meus sentimentos dentro da Engenharia.

Minha trajetória escolar começou cedo. Pulei o que chamavam de Infantil II, aprendi a ler com 5 anos e, desde essa época, sempre estudei um bocado.Muito mesmo.
Nos Ensinos Fundamental e Médio, renunciei de vários momentos para estudar. Meus estudos eram minha prioridade.
Pois bem, como pode ver, dedicava grandes esforços para receber as notas boas que conquistava.
E sabe o que me diziam sempre?
“Ana, você é muito inteligente!”

Acreditei nesse rótulo.

E se eu era inteligente, eu deveria manter essa coerência. É do ser humano isso. Se te rotulam como gentil, você fará de tudo para ser gentil e manter a coerência (Desse modo, sempre preste atenção nos rótulos que você dá para os outros. Eles vão acreditar e prezar pela coerência).

Pois é, voltando à crença que me incutiram de que eu era inteligente: Tanto me falaram isso, que eu esqueci que era esforçada. Eu coloquei na minha mente que eu era inteligente.

E essa crença que moldou muitos dos meus sentimentos dentro da Engenharia.

Pessoas inteligentes tiram notas boas, certo?

Pessoas inteligentes não precisam se esforçar muito. Elas adotam a crença que os minímos esforços já as conduzirão a grandes resultados, afinal, elas são inteligentes…

Pois é. Quando cheguei na Universidade, nem sempre eu vi os “grandes resultados”.

Eu tirei notas baixas.

Mas, como assim?

Eu não era inteligente?

Onde foi parar a coerência?

Ela pareceu sumir da minha vida estudantil e eu comecei o processo do Desamparo Aprendido: a crença de que “não adianta estudar, já que vou perder mesmo.”.

Hoje, eu vejo que eu ter esquecido que eu era uma pessoa esforçada me fez trilhar um pouco desse caminho de Desamparo.

Porque é óbvio: Apesar de todas as críticas que eu tenho ao Ensino Superior Brasileiro, quando eu cheguei lá, por assumir a percepção de que era inteligente, eu achei que não precisava aumentar meus esforços, mesmo diante de um desafio mais difícil que o Ensino Médio. Com o rótulo de inteligente, eu dei isso como suficiente e não tentei ser mais esforçada e isso — atrelado ao terrorismo que vivemos nas Universidades — me fez ter resultados que se repercutiram de forma destrutiva na auto estima de uma pessoa que acreditava ser inteligente…

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Você prefere ser inteligente ou esforçado?

Particularmente falando, depois dessa reflexão toda, eu aprendi que prefiro ser esforçada.

Para manter a coerência, eu sempre estarei me esforçando — o máximo que eu puder — na conquista dos meus resultados, independente se sou inteligente ou não… Isso já não me importa mais.

“É o que você faz no escuro que te conduz para a Luz.”

Gratidão!

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Ana Luisa Almeida
Aprendiz da vida e da engenharia. Idealizadora do Projeto "O que aprendi na Engenharia". Jovem Ponte, Engenheira Química formada pela UFBA, atuando como Engenheira Trainee na Kordsa Brasil. Nascida para espalhar sorrisos e gratidão ao redor do mundo, com o Coração sempre no ritmo #GoGoGo.

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