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Muitos ficam chocados com essa interdisciplinaridade que eu tenho, porque, na teoria, isso não deveria existir, afinal, eu sou Estudante de Engenharia. E, na teoria, isso me faria ser menos “humanas” Rs.

De acordo à sociedade que pensa dentro da caixa, é bastante estranho eu estudar engenharia e gostar de escrever. Rs.

Para eles, isso não faz sentido…

Chega a ser bastante engraçado como as pessoas reagem quando eu conto minha “vida fora da engenharia” — se é que ela existe! Para mim, eu só tenho uma vida, mas ok… Muitos ficam chocados com essa interdisciplinaridade que eu tenho, porque, na teoria, isso não deveria existir, afinal, eu sou estudante de engenharia. E, na teoria, isso me faria ser menos “humanas”Rs.

Este é um pensamento totalmente quadrado, mas acredite, muito disseminado por ai.

Talvez você ficou um pouco curioso(a) sobre por que eu sou assim. Acredito que isso é reflexo da minha educação e, às vezes, no meu caso, penso também que pode ser um pouco de genética. Rs. Meu pai é matemático, mas também é psicólogo e pianista. Minha mãe é bióloga, professora, desenhista, artesã e por ai vai… meus tios e tias maternos também carregam muito desse perfil.

Vindo de uma família assim, aprendi, desde cedo, que exercer um certo papel na vida, não anula que eu exerça tantos outros, que se conectam com minha essência.

Mas preciso confessar que nem sempre foi assim. Eu sempre gostei muito de escrever, mas guardava muito os meus textos, eu pensava ser uma exposição muito grande - que eu não gosto.
(Depois descobriria que escrever éo instrumento ideal para eu mudar vidas e me conectar com pessoas maravilhosas!)

Chegando na faculdade, aliei essa crença limitante ao fato de me enganar dizendo que não tinha tempo para parar alguns minutos para ter uma vida além da engenharia — comecei a pensar dentro da caixa.

Até que eu fui fazer intercâmbio. Lá, eu descobri que nascemos para viver muito mais que uma graduação. Eu assistia seriado, desenhava, fotografava, compunha músicas, tocava violão, viajava e, principalmente, escrevia. O abrir de asas da borboleta já era uma inspiração para mim.

E eu voltei do intercâmbio com uma meta clara: eu não ia deixar de exercer todos estes papeis que aprendi a ter lá. Difícil cumprir essa meta dentro da carga horária que encontramos nas Universidades brasileiras, mas eu tento, e, escrever, foi uma prioridade, que eu não desisti.

Tanto foi que, durante 2015, eu consegui rentabilizar esse hobbie. Fui blogger de uma startup de aplicativos para eventos de São Paulo, uma experiência e tanta, que eu só sai para poder me conectar mais com minha missão pessoal - que se materializa por textos como esse.

Atualmente, toda sexta eu escrevo aqui no “O que aprendi na Engenharia”, e nas terças e sextas também saem textos meus no blog do negócio social que participo, a Alavanca Educacional.

E o que eu aprendo de tudo isso?

Socialmente falando, estudar engenharia me faria apenas gostar de números.

Shit. Tem muita gente acreditando nessa mentira e deixando de lado hobbies que amam fazer.

Pare e pense um pouco: o que você deixou de fazer desde que entrou na Universidade?

O que gostaria de voltar a realizar?

Eu sempre me faço esses questionamentos, afinal, essa é uma fase que precisamos viver de forma íntegra, no sentido de nos mantermos em congruência com aquilo que faz nossos corações vibrarem.

Deixe de lado as expectativas sociais.

Um dos meus mantras diz assim:

Se faz sentir, faz sentido.

Então, quer saber? se escrever e estudar engenharia me faz sentir bem, faz sentido, sim.

Não importa se sou de “Exatas” e meu hobbie é de “Humanas”. Tsc Tsc.

O mesmo vale para você e seu hobbie. Esqueça rótulos, follow your heart.

Se tem algo que você ama fazer e tem deixado de lado, eu te estimulo a realizar a partir de hoje.

Sua vida vai florescer ainda mais.

Depois me conta qual “hobbie fora da caixa” você tem realizado!

Estamos juntos na missão!

Gratidão!

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Ana Luisa Almeida
Aprendiz da vida e da engenharia. Idealizadora do Projeto "O que aprendi na Engenharia". Jovem Ponte, Engenheira Química formada pela UFBA, atuando como Engenheira Trainee na Kordsa Brasil. Nascida para espalhar sorrisos e gratidão ao redor do mundo, com o Coração sempre no ritmo #GoGoGo.

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