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Ser Universitário no Brasil não é fácil.

Nós temos um sistema de Ensino bastante teórico, com uma carga horária pesada, que chega a desrespeitar qualquer ser humano, sinceramente.

Eu confesso que eu evito ao máximo reclamar da vida, acredito que temos muito mais a agradecer do que ficar focando nos aspectos negativos das situações. Mas eu admito que, durante essa semana, foi difícil não reclamar sobre minha mais nova rotina.

No domingo passado, eu me preenchi de boas energias, me conectei com a gratidão de estar na Universidade, tentei ao máximo alimentar crenças potencializadoras. Mas, na segunda e quarta, ao sair de casa às 5 horas da manhã e só voltar às 21 horas, sem ter quase nenhum intervalo, só vivendo engenharia, eu fiquei a refletir…

O antiquado Ensino Superior do Brasil nos força a viver uma rotina que sufoca. Eu entrei na Universidade querendo receber um diploma em Engenharia Química. Hoje, esse motivo já não é mais o primordial… minha maior motivação tem sido ficar livre dessa rotina sufocante que eu tenho na UFBA.

A sensação que dá é que a gente vive para estudar na Universidade e nada mais…

E ai, você até pode me sugerir que eu saia da Universidade ou que eu pegue menos disciplinas no semestre. Propostas legais, mas que eu recuso por questões de objetivos pessoais mesmo. Assim, eu entendo que se essa é minha escolha, cabe a mim aceitá-la.

Só que assim, eu aceito a minha condição atual, não aceito a forma como funciona esse sistema.

Durante 2014, eu fiz intercâmbio na Universidade de Swansea no Reino Unido. Qualidade de vida é como eu defino minha experiência ao estudar no exterior. Não estou nem me referindo à questão estrutural e tecnológica, mas principalmente à carga horária, que, sinceramente, como eu sinto falta. Na carga horária do Reino Unido, até seus estudos em casa eram contabilizados. Eu me sentia respeitada ali, me adequei muito facilmente às aulas de 1 hora de duração, que eram objetivas e diretas.

Particularmente falando, eu valorizo muito o estudo que eu faço em casa, como sou muito distraída, eu preciso sentar um pouco e dar uma olhada no que o professor disse para conseguir absorver mais do assunto. Mas é muito difícil quando você termina a semana sem nem saber como vai encaixar na sua rotina os estudos em casa, afinal, sua semana já está sobrecarregada com a própria Universidade…

Para mim, não restam dúvidas. Ou esse sistema muda ou nossas Universidades serão, cada vez mais, destruidoras de sonhos…

Eu me desafiei a escrever esse texto às 22:00 horas de uma sexta-feira, logo após uma das semanas mais cansativas que já tive, tanto fisicamente quanto mentalmente.

Um desafio grande, assim como esse em que eu vou convertendo toda minha incomodação em ação por uma Engenharia mais cuidadosa e humanizada.

E você, o que acha da carga horária imposta nas Universidades Brasileiras?

Eu ainda acho que nascemos para viver muito mais do que apenas uma graduação…

Pense fora da caixa.

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Ana Luisa Almeida
Aprendiz da vida e da engenharia. Idealizadora do Projeto "O que aprendi na Engenharia". Jovem Ponte, Engenheira Química formada pela UFBA, atuando como Engenheira Trainee na Kordsa Brasil. Nascida para espalhar sorrisos e gratidão ao redor do mundo, com o Coração sempre no ritmo #GoGoGo.
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